Rafael Andrade
Tubarão

A empresária tubaronense Eliane de Castro, 38 anos, está desesperada atrás do seu filho de 3 anos. O menino foi adotado quando tinha apenas um mês e teria sido sequestrado pela mãe biológica, natural da República Dominicana.
A acusada estava em liberdade condicional do Presídio Regional de Florianópolis – cumpriu quase quatro anos de prisão por tráfico internacional de drogas. Foi condenada a dez anos de reclusão após ser flagrada com centenas de comprimidos de ecstasy, em 2006, trazidos do Caribe.

Após a liberação da prisão, a mãe biológica fixou residência em Tubarão. Um acordo firmado na justiça possibilitava que ela ficasse com o filho aos fins de semana. Como ocorria todas às sextas-feiras, na última semana a ex-detenta pegou o menino em frente ao Centro de Educação Infantil Santa Terezinha, no centro de Tubarão. Deveria devolvê-lo na segunda-feira de manhã, o que não ocorreu.
“Além de ela quebrar o acordo, praticou um sequestro. As polícias Civil, Militar e Federal já estão à sua caça. Queremos a criança de volta. A nossa família está sofrendo”, lamenta Neli de Castro, mãe de Eliane.

A empresária conheceu o filho – recém-nascido – no presídio da capital, após levar fraudas e roupas como parte de uma campanha solidária. Ela era voluntária e pediu para cuidar do menino. A mãe biológica, a direção da unidade prisional e a justiça deram o aval e a guarda provisória foi concedida a Eliane, que está à base de medicamentos controlados por conta da suspeita de rapto do filho. “Temos esperança de que ele volte logo”, declara Neli.