Cíntia Abreu
Tubarão

O aguardado serviço iniciou, mas com controvérsias. Ontem, algumas árvores da beira-rio foram enfim cortadas. Apresentavam perigo a pedestres e motoristas. O trabalho, executado pela empresa NO Terraplanagem, vencedora da licitação para a retirada, está orçado em R$ 290 mil. No total, serão cortadas 170 árvores, cada uma ao valor de R$ 1.705,88, o que foi questionado pelo vereador Evandro Almeida (PMDB), que solicitou informações detalhadas à secretaria de meios e suprimentos da prefeitura.
O vereador considera o preço cobrado pela empresa é alto demais. Ele aguarda uma resposta do secretário Aristeu Cavalca. “O órgão tem 15 dias para mostrar todos os documentos solicitados na noite de segunda-feira. Caso contrário, entraremos com os recursos cabíveis”, alerta Almeida.

O vereador solicitou a data e a cópia de publicação do edital, conforme prevê a legislação, como também o nome das empresas que participaram do processo licitatório, cópia da ata de licitação e o nome da empresa vencedora, juntamente com o valor da proposta. “Não quero falar em valores, mas acredito que, neste preço, seria possível realizar muito mais”, analisa.
O secretário de comunicação social da prefeitura, Anselmo de Bona Mello, em contato com o Notisul, informou que o secretário Aristeu Cavalca não estava em Tubarão, por isso não atendeu o celular.

Cidadão não gosta do
que vê na beira-rio

Na tarde de ontem, enquanto os trabalhadores contratados pela NO Terraplanagem efetuavam a retirada das árvores, na margem esquerda do rio, o representante comercial Francisco Souza os observava. E não gostou do que viu. “Parei aqui para verificar que equipamentos tão diferentes são necessários para o trabalho, porque, pelo preço pago, imaginei outra coisa”, justifica Souza, e questiona também a falta dos equipamentos de proteção individual (EPI).
Os cortadores utilizavam somente botas de borracha como proteção, e argumentam não ser necessária a utilização de outros acessórios, pois fazem este tipo de trabalho há mais de 30 anos.