A previsão é que a obra da ponte Anita Garibaldi esteja pronta em dois anos e meio. Imagem: Engevix-Iguatemi/Dnit/Notisul
A previsão é que a obra da ponte Anita Garibaldi esteja pronta em dois anos e meio. Imagem: Engevix-Iguatemi/Dnit/Notisul

Angelica Brunatto
Laguna

Um dia após a entrega da ordem de serviço para a execução das obras da ponte Anita Garibaldi, sobre o Canal de Laranjeiras, na comunidade de Cabeçuda, em Laguna, os representantes do consórcio Camargo Corrêa/M. Martins/Construbase já arregaçaram as mangas.

O primeiro passo é a elaboração do cronograma de obras. Isto já começou a ser feito ontem junto a uma equipe do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Este trabalho segue nos próximos dias. Depois disso, o grupo começa a contratação de trabalhadores.

Do quadro funcional, é previsto que pelo menos 800 pessoas serão de Laguna. As contratações iniciam no próximo mês. Até 2013, o consórcio estima que o número do empregados chegue a 1,5 mil pessoas.
Já a construção do canteiro de obras deve começar em meados do próximo mês. Toda a logística do grupo ficará disposta em um terreno de 11 hectares, às margens da SC-436, com acesso para a lagoa.

Como o canteiro de obra levará cerca de cinco meses para ficar pronto, o consórcio fará, em paralelo, a dragagem de seis quilômetros na Lagoa Santo Antônio dos Anjos. É por este caminho que as balsas levarão equipamentos e trabalhadores até os pontos da obra.

A previsão inicial do grupo é começar a edificação da ponte assim que o canteiro de obras esteja pronto. Conforme o contrato, a passagem sobre a lagoa deverá ficar pronta em dois anos e meio. O cumprimento deste prazo, contudo, está atrelado as condições climáticas.

Licenças ambientais ‘na mão’

Para a construção da ponte Anita Garibaldi, sobre o canal de Laranjeiras, na comunidade de Cabeçuda, em Laguna, são necessárias nove autorizações ambientais. As primeiras três são de responsabilidade da Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama), e são referentes à construção do imenso canteiro de obras.

O consórcio Camargo Corrêa/M. Martins/Construbase já possui a Licença Ambiental Prévia (LAP), que autoriza a terraplanagem do terreno. Como a ordem de serviço demorou para sair, o grupo desmobilizou o pessoal que mantinha em Laguna, e os documentos para a expedição da Licença Ambiental de Instalação (LAI), não foram entregues.

A Flama tem condições de liberar a LAI em até 15 dias após a entrega desta documentação, o que deve ser feito pelo grupo nos próximos dias.
As outras três licenças são para a dragagem do canal à passagem das balsas, que é de responsabilidade da gerência da Fatma em Tubarão. Neste caso, o consórcio já possui as autorizações.
As outras três são para a construção da ponte propriamente dita. Esta parte ficou com o Ibama, que também já liberou todos os documentos necessários.

Em todas as esferas, a Licença Ambiental de Operação (LAO) é emitido somente após a obra pronta. Serve para atestar que todas as condicionantes previstas na LAI foram cumpridas. À medida que os trabalhos evoluírem, os órgãos ambientais promoverão uma série de fiscalizações.

As fases da grande obra

1ª – Fundação
No solo embaixo da ponte, serão feitas escavações com 2,5 metros de diâmetro, que serão protegidas com camisas metálicas. A mais profunda ficará a 75,8 metros de profundidade. Essas estacas serão armadas com vergalhões de concreto e, depois, preenchidas com concreto. Quatro equipes trabalharão ao mesmo tempo, em pontos diferentes da ponte.

2ª – Construção dos pilares
Assim que a fundação estiver pronta, começa a construção dos pilares de concreto, que irão sustentar as aduelas. A primeira de cada pilar é chamada de aduela de disparo. Construída no próprio local, serve de apoio para receber as demais, que serão colocadas simultaneamente em sentidos opostos em relação ao pilar. Concluída a armação das aduelas em um vão, a estrutura é completada com as abas laterais, que também são pré-moldadas. Paralelamente às duas primeiras etapas, as aduelas e as abas começam a ser feitas no canteiro de obras logo no início da obra e, assim que dois pilares contínuos ficarem prontos, serão automaticamente transportadas e colocadas na estrutura.

3ª – Colocação dos mastros
A parte estaiada do vão central será apoiada em dois mastros com 50 metros de altura em relação ao pavimento da ponte. Em cada lado dos mastros, serão instalados 14 cabos chamados de estais (serão 56 no total), que terão a função de sustentar e dar equilíbrio à estrutura.

4ª – Acabamento
Nesta fase, serão feitas a colocação de proteções nas laterais e no centro da ponte, a pavimentação do tabuleiro e a pintura de faixas.


A construção do canteiro de obras, em um terreno às margens da SC-436, deve iniciar no próximo mês.

 

Confira como será a consturção da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna.