Amanda Menger
Tubarão

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou o censo no ano passado. Contudo, os dados divulgados ficaram abaixo do esperado pelos municípios, e muitos administradores entraram na justiça solicitando uma recontagem.
Foi o que ocorreu em algumas cidades da região e, mesmo assim, os números ficaram abaixo das estimativas feitas anteriormente pelo próprio IBGE.

Com isto, municípios como Tubarão, Laguna e Imbituba entraram com ações judiciais pedindo explicações sobre a metodologia utilizada pelo órgão.
No caso de Imbituba e Laguna, a questão da contagem envolve também o limite dos dois municípios.

“O IBGE seguiu uma lei estadual que foi considerada inconstitucional, por isso, os números ficaram abaixo do que esperávamos. Eles fizeram um outro levantamento incluindo os limites sul e norte e o número subiu em quase mil moradores. Mesmo assim, não nos damos por satisfeitos”, conta o secretário de administração e ex-procurador da prefeitura de Imbituba, Daniel Arantes Neto.

O número inicial era de 36.231 mil habitantes. O município contratou uma empresa especializada em agrimensura e o número é diferente do apurado pelo IBGE em quase 500 pessoas. “Ficamos sabendo que seria feita uma recontagem e que os dados seriam em torno de 900 pessoas, mas a empresa constatou que são 1.452”, afirma. Esta diferença é representativa no orçamento da cidade.

“O fator de repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) passa de 1,6 para 1,8 e isso, na prática, é quase R$ 1 milhão por mês a mais nos cofres públicos”, relata. Os dados obtidos com a pesquisa contratada será apresentada à justiça federal em Laguna e deverá ser anexada ao processo de revisão populacional. Com esta revisão, Imbituba passa a ter 39.217 mil habitantes.