Amanda Menger
Tubarão

Os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veicular Automotores do Brasil (Anfavea) confirmam a preferência dos consumidores por combustíveis como o álcool e o gás natural veicular (GNV): 84% das vendas de automóveis no país são de bicombustíveis. Mesmo com os aumentos registrados nos últimos meses, principalmente no diesel e no GNV, e a variação no preço do álcool, ainda há mais vantagens do que abastecer com gasolina.

“O preço da gasolina tem se mantido estável há algum tempo. Há dois meses, está em torno de R$ 2,57 o litro, variando de R$ 2,53 até R$ 2,63. Mas os carros a gás ou a álcool ainda são mais vantajosos”, avalia o delegado na Amurel do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis, Valdo Viana.

Um dos motivos que torna o álcool tão atraente, segundo Viana, é o incentivo do governo federal às montadoras para que produzam carros flex e, conseqüentemente, as refinarias que fabricam o álcool. “A safra de cana-de-açúcar cresce, mas geralmente tem uma produção estável, dificilmente tem quebra. Já o petróleo, depende das reservas, por isso, os preços da gasolina e do diesel, em geral, variam mais”, explica.

Quem abastece com álcool deve estar atento ao gasto de combustível por quilômetro rodado. Por isso, é feito um cálculo para saber se é mais econômico abastecer com álcool ou gasolina. Para isto, é preciso dividir um preço pelo outro e, posteriormente, multiplicar o resultado por 100 para encontrar o valor em percentual.

Se a relação for menor que 70%, é melhor usar o álcool. Se for igual ou maior que 70%, é preferível usar gasolina. Pelos valores dos combustíveis em Tubarão, o percentual está em 33%, ou seja, abastecer com álcool é mais econômico.