Amanda Menger
Tubarão

O furacão Catarina completa, daqui a 15 dias, quatro anos. E os especialistas alertam: as condições climáticas são semelhantes e não está descartada a possibilidade de um novo furacão. Segundo os meteorologistas, a temperatura do oceano está mais alta este ano, assim como ocorreu em 2004.

O furacão é um sistema de baixa pressão, composto por um núcleo quente que produz ventos e chuvas fortes. Em geral, a temperatura das ‘bordas’ é mais fria. “As condições são realmente parecidas, mas não quer dizer que vai ocorrer, até porque não temos nenhuma previsão”, esclarece o meteorologista do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram) da Epagri, Maurici Monteiro.

Segundo o engenheiro agrônomo do Climaterra, Ronaldo Coutinho, a ‘sorte’ dos catarinenses é que neste ano o fenômeno La Niña está bem definido. “Isto é um diferencial do que foi registrado em 2004, o que significa que, se ocorrer um furacão, não deverá chegar à costa”, explica Coutinho.

O La Niña é um fenômeno meteorológico observado periodicamente. Nestes anos, ocorre um resfriamento das águas do Oceano Pacífico. Isso dificulta a chegada de frentes frias no oeste catarinense, o que causa a estiagem. No litoral ocorre o contrário: as frentes frias chegam mais fácil e somadas às altas temperaturas e à umidade: a chuva ocorre com intensidade acima da média. “Foi o que houve em fevereiro. De qualquer forma, a defesa civil está avisada e tem como agir tanto com chuvas fortes quanto em um ciclone, tornado ou furacão”, afirma Maurici.