Pais, alunos e professores da escola Professora Angélica Cabral estão inconformados com a decisão do governo do estado  -  Foto:Gilmar Estevan/Divulgação/Notisul
Pais, alunos e professores da escola Professora Angélica Cabral estão inconformados com a decisão do governo do estado - Foto:Gilmar Estevan/Divulgação/Notisul

Jailson Vieira
Tubarão

O fechamento das escolas de Educação Básica Visconde de Mauá, em Oficinas, e Professora Angélica Cabral, no bairro São Bernardo, em Tubarão, no próximo ano, não agradou as duas comunidades. A decisão ocorreu na quarta-feira. O gerente da 20ª Gerência Regional de Educação (Gered), Jaime Ondino Teixeira, afirmou que a decisão veio do governo do estado. 

Ontem, os pais, professores e alunos da Angélica Cabral foram à Câmara de Vereadores para pedir apoio junto ao governo estadual. Na sessão, o vereador Nilton de Campos, que representa a comunidade escolar, em conjunto com os demais, aprovaram um único requerimento que solicita ao secretário de estado da educação, Eduardo Deschamps, e ao gerente regional de educação em Tubarão, Jaime Ondino Teixeira, que façam uma análise criteriosa sobre os impactos causados pelo fechamento da escola, que poderão influenciar negativamente. 

Antes mesmo de serem informados sobre a suspensão das atividades, a comunidade tem lutado para que isso não ocorra. Conforme a empresária e mãe de dois alunos, Marília Marques Fraga, o anúncio causou revolta. “Temos o direito de mostrar que somos contra. Não se tapa um buraco abrindo outro. Somos a favor da instalação de uma creche em nosso bairro, mas não admitimos o fechamento da escola. Se as atividades forem suspensas, no próximo ano terá eleições e não votaremos. Não seremos coniventes com isso”, assegura.

O diretor da escola, Manoel Machado Francisco, salienta que aguardará a decisão e na próxima quinta-feira haverá uma reunião na instituição entre a comunidade escolar e os representantes da 20ª Gered. Conforme o vereador Nilton, a escola tem um histórico forte e o fechamento acarretaria na perda de uma grande referência. “Sou contra a suspensão das atividades. Sou daquele bairro e vejo a unidade como importante. Faremos encaminhamentos aos deputados da região e ao governador. Espero que ele se sensibilize e mude de posição”, destaca o legislador.