Zahyra Mattar
Tubarão

Santa Catarina ainda configura como o único estado brasileiro sem o mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Isto somente é possível por um motivo óbvio: o trabalho desenvolvido pela vigilância epidemiológica do estado e dos municípios. Mas tudo está a um passo do precipício, especialmente em Tubarão. O alerta é dado pela coordenadora do programa da dengue da prefeitura, Claudete Soares. A profissional chama atenção para dois pontos que precisam de solução urgente.

O primeiro é quanto à proliferação de depósitos clandestinos de pneus velhos em terrenos baldios. O outro é quanto ao vandalismo crescente nas armadilhas estrategicamente colocadas para controlar o surgimento de focos do mosquito. “Precisamos da colaboração das pessoas. Somente não temos o mosquito por conta deste controle e agora nem mesmo isso conseguimos fazer porque as armadilhas são destruídas”, explica Claudete, em tom bastante preocupado.

Segundo ela, é comum os agentes encontrarem cascas de frutas, bebidas e urina no lugar da água e xepa de cigarro, por exemplo. Conforme a meta estipulada pelo estado, Tubarão precisa ter 296 armadilhas instaladas. A quantidade é determinada de acordo com o número de imóveis e varia em cada cidade. “Hoje, temos 220. Noventa e três ficam em pontos estratégicos, como floriculturas e transportadoras”, explica Claudete.

Cada armadilha cobre um determinado raio e é uma das maneiras de garantir a descoberta de novos focos e até mesmo evitar a proliferação do mosquito e, por conseqüência, da doença. Os locais são visitados a cada sete dias. A meta da secretaria de saúde é chegar a 400 armadilhas e 120 pontos estratégicos.