Há 16 anos o aposentado , em virtude de um acidente que tirou o movimento de suas pernas, Cleonir Soares Rodrigues, o Noni, garante: circular de cadeira de rodas por Tubarão é um verdadeiro desafio.
Há 16 anos o aposentado , em virtude de um acidente que tirou o movimento de suas pernas, Cleonir Soares Rodrigues, o Noni, garante: circular de cadeira de rodas por Tubarão é um verdadeiro desafio.

Angelica Brunatto
Tubarão

Calçadas irregulares, inclinação acentuada das ruas, falta de rampas de acesso. Esses são apenas alguns dos problemas enfrentados diariamente pelos deficientes motores e visuais que precisam de deslocar por Tubarão.
Conforme dados do censo 2010, do IBGE, existem 23.973 pessoas que convivem com algum tipo de deficiência na Cidade Azul. Destas, 18.302 possuem problemas de visão. Outras 5.061 não conseguem ouvir corretamente, e ainda 7.758 possuem deficiência motora.

Cleonir Soares Rodrigues, o Noni, é aposentado há 16 anos. Após um acidente de carro, perdeu o movimento das pernas. Hoje, aos 46 anos, sair de casa é um desafio. “Por causa das más condições, a maioria dos deficientes físicos precisam disputar espaço com os carros. Conheci muita gente que sofreu acidentes por conta disso”, relata.

E as atuais condições não são surpresas nem para a secretaria de urbanismo e meio ambiente da prefeitura. “Tem muito o que melhorar nesta questão”, admite o diretor de fiscalização de obras e posturas da pasta, Ismael Nandi.
Segundo ele, ainda que devagar, é feito um trabalho para melhorar a acessibilidade. “Hoje, por exemplo, somente liberamos o habite-se caso o projeto do empreendimento esteja adequado às normas de acessibilidade”, garante Ismael.
Quanto aos passeios públicos, o fiscal explica que a responsabilidade é dos proprietários. “Há resistências quanto a padronização. Infelizmente, a nossa cultura não entende a importância desta adequação”, lamenta Ismael.