Amanda Menger
Tubarão

Mais de um mês depois da entrega da ordem de serviço, as obras de construção do novo prédio da escola estadual Célia Coelho Cruz, no bairro São João margem esquerda, em Tubarão, ainda não começaram. A Associação de Pais e Professores (APP) fez um abaixo-assinado, entregue ao secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, César Damiani (D25).

O secretário convocou os responsáveis pela construtora Ser Forte, de Criciúma, vencedora da licitação, para que apresentassem uma justificativa para o atraso. “Notificamos a empresa para que, em cinco dias, inicie os trabalhos. Os argumentos não nos convenceram e, se eles não cumprirem o combinado, tomaremos as medidas judiciais cabíveis”, garante César.

Segundo a diretora da escola Mari Dorlete de Souza, uma das justificativas da empreiteira era o excesso de chuvas, ocorrido em fevereiro. “Isso nos deixa preocupados, por isso, a APP organizou o abaixo-assinado. Esperamos e lutamos tanto pela obra… É triste ver que as coisas não andam. Estamos cansados de tantas promessas”, desabafa.

Com o calor dos últimos dias, a situação da escola, alojada “provisoriamente” no Clube Cerâmica, dificulta o trabalho dos professores e o rendimento dos alunos. “Estes dias, fui dar um recado em uma turma e o burburinho era grande na sala de aula ao lado. Fui ver e eles estavam quietos. É que, como as separações são de compensado, vaza o barulho, que se propaga para o ambiente todo”, conta.

Informada sobre a conversa do secretário com a construtora e a notificação, a diretora ficou otimista. “É um alento saber que estão ao nosso lado e nos apóiam”.