Zahyra Mattar
Laguna

O sábado seguia tranquilo para o agricultor Antônio Horácio, de 53 anos, proprietário de um sítio na estrada geral do Sertão da Maricota, no interior de Laguna. Ele subiu um morro para cortar um cacho de bananas e um saco de papel lhe chamou a atenção. Quando foi ver o que tinha dentro, Antônio levou um susto: era um esqueleto humano.

O cadáver estava dentro de um saco de lixo preto e com roupas: uma camiseta azul marinho, sandálias, calça e boné. Ao lado, havia uma dentadura e um guarda-chuva. Estes objetos foram suficientes para os restos mortais fossem identificados. Trata-se dos ossos de Nereu Fernandes, 58 anos, morador da Ponta da Laranjeira, em Laguna.

O reconhecimento foi feito por um irmã dele. Conforme o boletim de ocorrência registrado na Central de Polícia Civil, Nereu estava desaparecido há mais de um ano.
Coincidência ou não, este é o tempo estimado de que o corpo estava enterrado, segundo o Instituto Médico Legal (IML) de Laguna, que recolheu a ossada. O cadáver será agora examinado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Florianópolis a fim de se descobrir qual foi a causa da morte.

A Polícia Civil informou ontem que não havia indícios de violência no local, o que poderia sugerir um caso de homicídio. A polícia considera a possibilidade de morte natural. No entanto, o difícil acesso ao local – um morro de mata fechada – no interior de uma propriedade particular, deixam o caso envolvido em um clima de mistério. Além disso, caso tenha sido morte natural, a pergunta é como o cadáver foi parar dentro de um saco de lixo. A equipe da Central de Polícia Civil de Laguna aguardará as análises do DPT e do IML, que devem ficar prontas em pouco mais de 30 dias, para levar adiante a investigação.