Laguna

Hoje será um dia decisivo para o prefeito de Laguna, Célio Antônio (PT) (foto), e do vice, Luis Fernando Shiefler Lopes (PP). Após a publicação no Diário Oficial da sentença dos embargos declaratórios, o juiz eleitoral Renato Bratti deve intimar Célio e Luis para que se afastem do cargo. Ambos tiveram os mandatos cassados, acusados de comprar votos nas eleições de 2008.

Ontem, a defesa do prefeito entrou com uma medida cautelar com efeito suspensivo da sentença, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Caso o efeito suspensivo seja aceito, Célio permanece no cargo, enquanto aguarda o julgamento do recurso no TRE.
Amanhã, o juiz Renato Bratti irá diplomar Mauro Vargas Candemil (PMDB) e Aderbal Zapeline Mendes (PSDB), que ficaram em segundo lugar nas eleições de 2008. Segundo o magistrado, ambos têm dez dias para tomar posse.

Enquanto Candemil não for empossado, quem deve assumir a prefeitura é o presidente da câmara de vereadores, Deyvison de Souza (PMDB). Para o vereador, a decisão judicial veio em hora imprópria, uma vez que Laguna precisa de recursos para consertar os estragos feitos pela chuva dos últimos dias. “Acredito que o prefeito consiga o efeito suspensivo e eu nem chegue a assumir”, analisa Deyvison.

Entenda o caso

A sentença do juiz Maurício Fabiano Mortari foi baseada em uma acusação de compras de votos nas eleições de 2008, envolvendo a aquisição de medicamentos como moeda de troca por votos. Na época da campanha, um advogado entrava com ações judiciais para a aquisição de remédios à população de baixa renda. Em troca, pedia votos para o então candidato Célio Antônio.