Carolina Carradore
Tubarão

A partir de agora, as viagens a trabalhos ou cursos feitas por vereadores e funcionários da câmara de vereadores de Tubarão, só serão liberadas em caso de emergência e após votação no plenário. A ordem foi imposta por meio de uma portaria, decretada na sessão de ontem pelo presidente do legislativo, João Batista de Andrade, o Sargento Batista (PSDB – foto).

A medida foi motivada após o escândalo que envolve o vereador Geraldo Pereira, o Jarrão (PMDB). Em matéria divulgada no último domingo pelo Fantástico, Jarrão e sua assessora, Cynara Guimarães Antunes, são flagrados em uma praia do Recife quando, na verdade, deveriam estar em um curso.

O decreto também suspendeu o uso de diárias por tempo indeterminado. Batista também pediu aos servidores que apresentem em, no máximo, 20 dias, uma proposta de modernização dos pedidos de diárias com novas regras para liberação do recurso. Por sugestão do parlamentar Dionísio Bressan Lemos (PP), o estudo será feito por meio de uma parceria entre os funcionários e os vereadores.

Batista também pediu ontem o levantamento de despesas com diárias utilizadas por vereadores e funcionários desde 2001. Segundo o presidente, dados preliminares apontam um gasto de aproximadamente R$ 18 mil nos sete meses deste ano. O valor equivale ao total dispensado em todo o ano passado. O relatório oficial também contemplará o quanto foi gasto com passagens áreas durante esse ano.

Jarrão não comparece na sessão

Como já havia antecipado ao Notisul na terça-feira, o vereador Geraldo Pereira, o Jarrão (PMDB), não compareceu na sessão da câmara ontem. Ele também faltou nos trabalhos desta segunda-feira, um dia após as denúncias de suposto uso indevido de dinheiro público.

Também na terça, Jarrão antecipou que não pretende licenciar-se dos trabalhos do legislativo. “Não matei, não roubei. Vou continuar a frequentar as sessões normalmente. Sou inocente”, disse. O vereador reforçou que no momento em que as imagens, transmitidas pelo programa Fantástico do último domingo, foram feitas, ele já tinha saído do curso.

“Eu estava de folga. Isso que fizeram comigo é uma injustiça muito grande”, ressaltou. A assessora parlamentar Cynara Guimarães Antunes, que aparece com o vereador nas imagens, também foi procurada pelo Notisul esta semana. Após muita insistência, na terça-feira, ela disse apenas que não irá pronunciar-se sobre o assunto publicamente.