Priscila Alano
Jaguaruna

O assoreamento do canal da Barra do Camacho, em Jaguaruna, preocupa os pescadores. Um banco de areia forma-se no encontro da lagoa com o canal. E não há equipamentos no local para manter a barra aberta. A última ação para abrir o canal ocorreu em 2007.

O presidente da Associação de Pescadores do Camacho, Albertino Pereira Ramos, explica que o vento sul move o banco de areia e, em consequência, ocasiona o fechamento do canal. Cerca de duas mil famílias, de oito comunidades, de Jaguaruna e Laguna, sobrevivem da pesca artesanal. “Já chegamos a pescar 466 toneladas de camarão na lagoa. A barra está aberta há três anos e precisamos mantê-la”, alerta Albertino.

De acordo com Albertino, faltam 200 metros do lado norte para fixar os molhes. “Se concluir a fixação dos molhes, a barra permanecerá aberta permanente”, sugere Albertino.

O gerente regional da Cidasc, Claudemir Souza dos Santos, avalia que o assoreamento ainda não compromete o fechamento do canal. “Há um pequeno banco de areia. A lagoa está aberta desde 2007 o ideal é fazer a manutenção constante”, explica Claudemir.
Os técnicos da Cidasc realizarão neste mês um levantamento topográfico no canal para verificar o índice de assoreamento. “A barra cumpriu o seu papel nas enxurradas em maio. Se não estivesse aberta, os transtornos seriam maiores”, lembra Claudemir.

Verba é pleiteada

Segundo o gerente regional da Cidasc, Claudemir Souza dos Santos, o governo do estado pleiteia R$ 2,6 milhões através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, para investir na barra. No projeto das obras complementares, estão previstos a ampliação de 150 metros dos molhes lado norte e sul (dentro do mar) e o término da proteção de pedras lado norte.