Informações serão incluídas nos relatórios oficiais de danos  -  Foto:Kalil de Oliveira/Notisul
Informações serão incluídas nos relatórios oficiais de danos - Foto:Kalil de Oliveira/Notisul

Tubarão

Até o fim da tarde desta sexta-feira, somente 127 empresas tinham procurado a Defesa Civil da prefeitura de Tubarão para o cadastro no relatório de danos. A expectativa das autoridades era receber 5,6 mil inscrições para incluir no relatório oficial, o qual precisa ser enviado a Brasília com urgência, segundo o prefeito Olavio Falchetti (PT), que decretou estado de calamidade pública na cidade.

Outro problema é a procura das pessoas para requisitar alguma forma o saque do FGTS, que ainda não está disponível. “Está havendo um problema de comunicação. Este cadastro não é para a liberação do FGTS, mas para a prefeitura comprovar ao governo federal que houve danos. O saque do FGTS será em uma etapa seguinte”, explica o gestor.

Para ampliar o número de cadastros, a prefeitura incluiu um link em seu site (www.tubarao.sc.gov.br). Qualquer pessoa jurídica ou física pode preencher o formulário. Em seguida, enviar fotos de seus prejuízos para um e-mail informado. 

Quem não dispõe de internet, ainda pode procurar a Arena Multiuso e a sede da Defesa Civil, na rua da Piedade, próximo do paço.

Donativos liberados
O governo do estado confirmou, para este fim de semana, finalmente a chegada de 100 itens de assistência humanitária com produtos, como material de limpeza e higiene, e cestas básicas. Cada kit é o suficiente para sete dias por pessoa.

Sobre o último relatório oficial de danos, dos quatro mil imóveis cadastrados pela Defesa Civil, 40 estão com a estrutura comprometida. Em prédios públicos, o investimento para reconstrução do Ceasa, por exemplo, custará R$ 451 mil, do Batalhão da Polícia Militar, R$ 494 mil, do Ciretran do Centro, R$ 204 mil, Bombeiros em Tubarão R$ 77 mil, e Bombeiros em Capivari R$ 84,6 mil.

Empresário tenta se reerguer após perder tudo
Há dez anos no ramo automotivo, o proprietário da Top Tech, Tiago Martins Alves, 36, teve que tomar uma difícil decisão. Apesar de uma amarga dívida de R$ 300 mil, vai alugar um galpão e reiniciar o seu negócio nesta segunda-feira, para tentar manter os empregos de oito chefes de famílias que dependem dele. “Nunca pensei em passar por uma situação destas. Além da oficina, perdemos computadores, impressora, materiais de escritório, ferramentas e produtos. Vamos reabrir para que, em até três anos ou mais, consigamos recuperar o prejuízo”, calcula o empresário, que alugou uma nova estrutura na rua João Fernandes Lima, 207, no bairro Humaitá de Cima, em frente à Abcelesc, rua da Sorgitu.