Wagner da Silva
Braço do Norte

Os eleitores de Braço do Norte podem marcar na agenda: em 1º de março, eles voltarão às urnas. Desta vez, para escolher apenas prefeito e vice. Os juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiram ontem marcar a data do novo pleito e definiram o calendário eleitoral.

A notícia era esperada com ansiedade desde que o peemedebista Ademir Matos, o mais votado a prefeito em outubro, teve o registro de candidatura indeferido. Aaté agora, apenas o PMDB confirmou – já em dezembro – o nome da pré-candidata Zalene Niehues Matos. “Este nome é certo para concorrer. Amanhã (hoje), faremos uma reunião com a executiva do partido para debater a nova eleição. Temos interesse em manter a coligação (PMDB, DEM, PSDB, PTB, PDT, PPS, PSB e PRB). Vamos procurar o PT também. Só não temos interesse no PP”, informa o presidente Joaci Nunes.

O presidente do PSDB, André Richter, afirma que a nova executiva municipal não foi procurada pelo PMDB e nenhuma outra sigla. “Vamos convocar os membros do partido e avaliar as possibilidades, até mesmo a de lançar candidatura própria”, relata André.

A notícia da data da nova eleição pegou de surpresa o presidente do PT, Valberto Michels, que foi confirmado ontem como secretário de governo e cidadania da administração interina. “Se está confirmada, vamos reunir o partido o mais breve possível e discutir as melhores opções, podendo lançar candidato ou mesmo coligar”, salienta.

A presidenta do Democratas, Catea Albertina Alberton, não foi localizada. Em entrevista um dia antes da posse do prefeito interino Ronaldo Fornazza (DEM), ela confirmou o apoio ao PMDB e o nome de Charles Teodoro Bianchini como vice de Zalene. “No caso de uma nova eleição, manteremos a coligação já confirmada em outubro e o nome do vice”, declarou, na época. Porém, Fornazza disse semana passada ter interesse em participar do novo pleito. Nos outros partidos, os presidentes mantêm o apoio à aliança.

O calendário eleitoral
• Dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro: realização das convenções partidárias para deliberar candidatos e coligações.

• A partir do dia 1º: emissoras de rádio e de televisão estarão proibidas de transmitir, em programação normal e em noticiário, enquetes sobre a intenção de voto.

• No dia 3, os agentes públicos cujos cargos estejam em disputa no pleito, estarão proibidos de autorizar publicidade institucional e participar de inaugurações de obras públicas ou fazer pronunciamento em rádio e televisão fora do horário eleitoral gratuito.

• Dia 3 é a data-limite para os partidos políticos apresentarem no cartório eleitoral, até as 19 horas, o requerimento do registro de candidatura.

• A partir do dia 4, será permitida a propaganda eleitoral, exceto a propaganda gratuita em rádio e televisão (esta começa dia 13 e segue até 26 de fevereiro). A partir do dia 4, os partidos e candidatos poderão utilizar alto-falantes ou amplificadores de som, das 8 às 22 horas, até a véspera da votação (28 de fevereiro).

• Os comícios, reuniões públicas e debates poderão ser realizados até o dia 26 de fevereiro.

• O eleitor que não puder votar no dia 1º de março deverá apresentar justificativa ao juiz eleitoral até o dia 30 de abril (60 dias depois do pleito).