Andréa Raupp Alves
Tubarão

Com o objetivo de apontar os principais pontos que provocaram atraso nas obras de duplicação, representantes da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) percorreram, ontem, o trecho em obras entre Florianópolis e Tubarão.
“Queremos chamar a atenção para uma série de problemas que compreendem os prazos de entrega da duplicação. Fizemos um levantamento e nosso parecer é que as obras sejam concluídas apenas em 2014. E isto já é uma previsão otimista”, revela o vice-presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.

O engenheiro Ricardo Saporiti – consultor da entidade e autor do estudo sobre as obras – aponta que cinco pontos são considerados os mais atrasados: o túnel no Morro dos Cavalos, em Palhoça; a ponte de Cabeçudas, em Laguna; o túnel do Morro do Formigão e a ponte Cavalcanti, em Tubarão; e o elevado de Araranguá.
“O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) aponta que somente quatro obras ficaram para trás. Eles não consideram a ponte Cavalcanti, em Tubarão. Mas em todos os cinco pontos citados por nós, a burocracia é o motivo do atraso”, considera o engenheiro.

Ricardo fez dois estudos sobre o avanço das obras à Fiesc este ano. O primeiro em maior e o segundo no mês passado. “Neste intervalo de tempo pouca coisa mudou. A obra da ponte de Cabeçudas, por exemplo não começou pelo mesmo motivo: o Dnit aguarda a aprovação do projeto pelo Ibama para poder licitar”, argumenta o engenheiro.

Concluídas obras de recuperação da pista antiga

As obras de recuperação da pista antiga da BR-101, em Laguna, estão concluídas. Os trabalhos de instalação da sinalização vertical (placas) e horizontal (pintura de eixo e bordo de pista) foram finalizados esta semana (foto).

A continuidade da recuperação da pista antiga foi adiada por duas vezes, devido às chuvas na região. A decisão foi tomada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) e a empresa Setep – responsável execução do serviço – para permitir a fluidez e não prejudicar o tráfego na rodovia, especialmente nos fins de semana.
Além da nova sinalização, o trecho recebeu melhorias na pista e nos guarda-corpos sobre a ponte de Cabeçuda. Com a conclusão da ponte projetada, o trecho recuperado servirá para trânsito local.

Fiesc cobra a publicação do cronograma

Em Tubarão, os representantes da Fiesc que participaram da vistoria das obras de duplicação da BR-101, entregaram os relatórios levantados pela entidade às lideranças municipais. O documento agrega dados coletados pelo Ricardo Saporiti, levantados a pedido da Fiesc.

O vice-presidente da entidade, Glauco José Côrte, adianta que a Fiesc pretende pedir novamente uma audiência com o ministro dos transportes, Alfredo do Nascimento, ainda no primeiro trimestre do próximo ano, para mostrar que pouca coisa evoluiu entre maio e este mês, no comparativo feito pela própria Fiesc ainda no primeiro semestre de 2009.

“Constatamos que os pontos mais críticos são a região de Laguna e o Morro do Formigão, em Tubarão. Queremos que o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) entregue o cronograma físico dos serviços remanescentes como uma forma de demonstrar mais transparência nos trabalhos. Caso nossa previsão de termino seja levada a risca, a duplicação total do trecho sul levará dez anos. No trecho norte foram quatro”, pontua Côrte.