Foto: Kalil de Oliveira/Notisul.
Foto: Kalil de Oliveira/Notisul.

Tubarão

Tubarão foi a cidade mais atingida pelos fortes ventos do fim da tarde de ontem, de acordo com a Defesa Civil estadual. Devido à queda de árvores, uma equipe da prefeitura, com caminhão e retroescavadeira precisou trabalhar debaixo de chuva para a liberação de uma das vias mais movimentadas da região. 

A obstrução de pistas iniciou pouco depois das 16h30min. Primeiro, o vento forte com pouco mais de 20 minutos resultou na queda dos primeiros galhos na cabeceira da ponte Dilney Chaves Cabral. Em seguida, o ar forte em movimento se associou à chuva. A intensidade das rajadas impressionou. Das janelas dos prédios, vários moradores registraram as primeiras imagens. Nas ruas, pessoas assustadas se encolhiam nas marquises de lojas ou dentro dos carros, estacionados devido à dificuldade de visibilidade para o tráfego. 

Em poucos minutos, árvores foram arrancadas desde a raiz. O motorista de um Palio conseguiu dar marcha à ré momentos antes de uma árvore obstruir totalmente a Ponte Dilney Chaves Cabral. Devido aos obstáculos, o trânsito ficou bastante complicado, obrigando motoristas a prosseguirem na contramão pela rua Lauro Müller, na beira-rio, e também pelas pontes Nereu Ramos e Heriberto Hülse. Nem mesmo a avenida Patrício Lima, principal saída de Tubarão, escapou da fúria dos ventos e foi parcialmente obstruída com destroços próximo do Colégio Henrique Fontes. 

Várias ruas alagadas
Para não ficar “ilhados”, alguns motoristas também manobraram em ruas importantes. Por alguns minutos, a rede pluvial da avenida Marcolino Martins Cabral, no centro de Tubarão, não venceu a quantidade de chuva. Em alguns momentos, quem precisava chegar ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), transitou na contramão pela rua Vida Ramos.

Outros motoristas arriscavam-se em ruas tomadas pelas águas na Rua Vereador Adolfo Machado – que liga o bairro Santo Antônio de Pádua ao Centro, e ainda na rua coronel José Martins Cabral. Segundo um motociclista, que vinha de Capivari de Baixo para Tubarão, várias ruas da Cidade Termoelétrica também ficaram obstruídas.