Amanda Menger
Tubarão

O caso da Arroz Campeiro pode parar na Polícia Federal. Ontem, vereadores estiveram reunidos com o procurador da república em Tubarão, Celso Antônio Três, para discutir a situação, já que se especula que a dívida da empresa seja de aproximadamente R$ 40 milhões. Entre as sugestões, está a de pedir o sequestro dos bens do ex-administrador.

“Essa é uma forma de garantir que os funcionários poderão receber os seus direitos trabalhistas. As informações que temos é que a situação é irreversível e este é o tipo de empresa que não apresenta valor agregado, então, não adiantaria só vender o maquinário para garantir o pagamento dos funcionários e dos produtores que forneceram arroz”, afirma o procurador. Neste caso, o sequestro de bens deve ser solicitado à justiça estadual. “Vou ajudar na localização dos bens do ex-administrador, porque ele tem responsabilidades jurídicas neste caso”, afirma Celso.

O procurador deverá ainda pedir a abertura de um inquérito na Polícia Federal. “Tenho informações de que a dívida da empresa tem a ver com a ação de empresas factoring e isso indica crimes contra o sistema financeiro. Vou solicitar algumas informações e colher alguns depoimentos para fazer a instrução e remeter para Florianópolis”, explica o procurador.

Venda
Muitos funcionários continuam de campana na frente da empresa à espera de uma novidade. “Tem muita gente indo para o portão da empresa porque quer receber o que tem direito pelo trabalho feito, mas não está conseguindo nenhuma resposta. Esperamos que amanhã (hoje) tenhamos uma boa notícia. Um dos interessados em comprar a fábrica ficou de dar uma resposta, então, vamos aguardar”, afirma Nilberto Garcia, funcionário da Campeiro há 19 anos.