Amanda Menger
Tubarão

Os cerca de 130 funcionários do Arroz Campeiro podem ficar tranquilos. A direção da empresa garantiu a permanência em Tubarão. Segundo eles, há a possibilidade de abrir uma nova unidade na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.
Os rumores da transferência da empresa surgiram após a publicação de uma notícia no site do governo do estado do Paraná. O dono da Campeiro, o americano Gary Kennedy, esteve reunido há um mês com o vice-governador do Paraná, Orlando Pessuti ,e o secretário estadual de indústria, comércio e assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho. A matéria diz que na pauta do encontro estava “além da instalação da fábrica, a transferência da sede de Santa Catarina para o Paraná e a construção de uma unidade de distribuição”.

As informações eram de que a Campeiro faria um investimento total de US$ 50 milhões e a transferência seria em quatro meses. Entre as justificativas apresentadas, estariam os incentivos fiscais oferecidos pelo Paraná, a proximidade com São Paulo e a mão-de-obra qualificada.
O secretário de indústria e comércio de Tubarão, Estener Soratto da Silva Júnior, também confirma a permanência da empresa. “O que sabemos por uma conversa preliminar é que só a administração seria transferida, mas não a fábrica toda. Aliás, não seria vantajoso para eles, já que Tubarão é um polo de produção e beneficiamento de arroz”, afirma o secretário.

O presidente da Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro), Dionísio Bressan Lemos, torce para que a empresa permaneça na cidade. “Espero que fiquem, porque são empregos para Tubarão. Além disso, a matéria-prima está aqui e no Rio Grande do Sul. No Paraná, a produção de arroz é pequena e desmontar e realocar uma indústria de beneficiamento de arroz não vale a pena, quase não se aproveitam os equipamentos”, avalia Dionísio.