Cerca de 200 mulheres participaram do evento no sábado. - Foto: JB Guedes/Divulgação/Notisul.
Cerca de 200 mulheres participaram do evento no sábado. - Foto: JB Guedes/Divulgação/Notisul.

Rafael Andrade
Tubarão

Campanhas como o Outubro Rosa anseiam e incentivam a sociedade em atuar mais na saúde preventiva. O câncer de mama está entre as doenças que mais mata no mundo. E não é exclusiva às mulheres. Já passou da hora de as famílias – nem todas – atuarem na precaução das enfermidades e não somente em seu tratamento. No caso do câncer, além de a prevenção ser excepcionalmente eficaz, a sua descoberta precoce resulta em uma probabilidade de praticamente 100% de cura.


Um dos milhares de exemplos de superação é o da aposentada Neuza Gomes de Carvalho, de 68 anos, moradora do centro de Tubarão. Aos 64 notou algo errado quando tomava banho. “Foi uma ardência na mama esquerda. Realisava exames de mamografia todos os anos desde quando completei 40. Em 2011 deixei de fazer, um descuido que poderia ter acabado com a minha vida. Em fevereiro de 2012 iniciou o meu trauma com a doença”, recorda Neuza. Atenta aos procedimentos e ao trabalho da Rede Feminina de Combate ao Câncer, procurou ajuda no dia seguinte. Uma voluntária da Rede realizou o exame de toque, logo foi encaminhada ao médico especialista (oncologista), que solicitou a mamografia e depois a ultrassonografia. Fez autópsia e, depois, uma ressonância detalhou a gravidade dos problemas que enfrentaria nos meses seguintes.

Foi descoberto um caroço de 2,5 centímetros. A notícia menos ruim, segundo ela, foi que sua mama não precisaria ser retirada. “Mesmo assim, meu chão desabou quando fui diagnosticada. Parecia que um buraco tinha sido aberto e seria enterrada ali, naquela hora. Não podia nem chorar, pois tive problema com a tireoide e meus olhos são secos. Vivo à base de colírios. Apesar de tudo e com uma tristeza que me tomou, naquele mesmo momento ergui minha cabeça, orei para Deus e disse que venceria o câncer. E ele não me derrubou”, recorda.

O fim de 2012 foi complexo, com cirurgia marcada, remarcada e marcada novamente. O procedimento, enfim, ocorreu. Foi considerado um sucesso! Um mês depois iniciou o momento mais terrível da vida da aposentada, como ela mesma define, as sessões de quimioterapia. “Acabaram comigo, mas foram necessárias. Acabam e ao mesmo tempo salvam. Fiquei debilitada ao extremo e quando tomava sangue me sentia forte. Incentivo todos a doarem sangue. Tem muita gente precisando e um doador pode realmente salvar várias vidas”, indica Neuza.

Após quatros sessões de quimio – todas realizadas no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), na Cidade Azul -, a tubaronense migrou ao tratamento com radioterapia no Hospital de Caridade, em Florianópolis. “Foi uma etapa bem mais tranquila e até mesmo feliz. Construí amizades eternas e ainda conseguia sentir que estava ficando curada”.

O ano de 2013 foi de volta por cima. A doença provocou cicatrizes, principalmente psicológicas. “Fiquei depressiva, mas reconquistei o direito de viver a assim faço a cada dia: vivo. Também descobri que precisava agradecer pela minha cura. Hoje, sou voluntária da Rede, dos hospitais, de todos que necessitam de orientação ou somente uma palavra de amparo, de apoio, como tive durante meu tratamento”, destaca. A senhora de sorriso fácil, contagiante, e uma vontade titã de viver e ajudar ao próximo, tem seis filhos. Perdeu uma irmã, há dois anos – de câncer. Por coincidência morreu aos 64 anos, idade que por ironia do indecifrável destino foi a que a mãe de Neuza, a senhora Julita, também tinha quando faleceu… de câncer.

O jornalismo não cura, não diagnostica, mas conta histórias de superação, de vida, personaliza o dia a dia da comunidade por meio de algumas palavras. Não é remédio, mas pode se tornar quando reflete em uma reação, neste caso do leitor. Neuza, hoje com 68 anos, pode ser o seu exemplo! Faça o autoexame de toque, procure a adaptação à saúde preventiva. O Notisul apoia esta causa!

 

Caminhada reúne mulheres na luta contra o câncer
Jailson Vieira
Tubarão

Centenas de pessoas participaram na manhã deste sábado da 4ª Caminhada do Outubro Rosa, em Tubarão. Diversas instituições da cidade estiveram engajadas em promover a conscientização das mulheres na prevenção do câncer de mama. O evento deste fim de semana começou às 9 horas e o trajeto percorrido foi da antiga rodoviária ate o museu Willy Zumblick, na Avenida Marcolino Martins Cabral.

Conforme uma das organizadoras do evento, a gestora da Eco Clínica, Silvana Caporal, a iniciativa tem como objetivo orientar as mulheres a se prevenirem de uma das doenças que mais acomete as brasileiras. “É muito importante que todas se conscientizem e se sensibilizem que a prevenção é fundamental sempre e não apenas neste mês. Detectar o câncer de forma precoce contribui em 90% as chances de cura. Por isso, nunca devemos deixar de fazer os exames”, explica.

Na Cidade Azul, a Rede Feminina de Combate ao Câncer atua há 36 anos nesta importante missão para as mulheres, porém a campanha Outubro Rosa teve o seu início em 2010. Na entidade mais de 350 pessoas acima de 50 anos são atendidas mensalmente. O local é aberto à população. “Prevenir é, além de tudo, cuidar da alimentação, realizar exercícios físicos, procurar não ter contato com a poluição, não se estressar e ter uma vida saudável”, avalia a organizadora, que também é voluntária na Rede feminina.

No próximo dia 18, às 16 horas, a equipe da Rede Feminina promoverá o evento ‘Café Cor de Rosa’, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na cidade. Os ingressos podem ser adquiridos com as organizadoras. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, até o fim desde ano a expectativa é que sejam diagnosticadas com a doença 57.960 mil pessoas e com 14 mil mortes.

Outubro Rosa é tema de palestra na Ferrovia Tereza Cristina
Para despertar a atenção e contribuir com a detecção precoce do câncer de mama, as colaboradoras da Ferrovia Tereza Cristina participaram na última sexta-feira de uma palestra com a Rede Feminina de Combate ao Câncer.

No encontro foram abordado os diversos aspectos que englobam o câncer de mama, como: as causas da doença, formas de prevenção, detecção do diagnóstico e tratamento. Na oportunidade, as colaboradoras puderam tirar dúvidas acerca do diagnóstico e discutir sobre o assunto. 

Para contribuir ainda mais com a Campanha, quem participou da atividade, recebeu um laço rosa como acessório extra, para fortalecer ainda mais o vínculo da empresa com a prevenção. 

No mês de outubro, em todo o país, é realizada a campanha Outubro Rosa. A ação serve para conscientizar a população sobre o câncer de mama e, a cor rosa é utilizada como referência, seja por meio de roupas, iluminação pública ou laços.