O terminal de Jaguaruna tem a maior pista de pouso e decolagem do sul do país. São 2,5 quilômetros de extensão e 30 metros de largura. Mais de R$ 50 milhões já foram gastos na implantação do aeroporto.
O terminal de Jaguaruna tem a maior pista de pouso e decolagem do sul do país. São 2,5 quilômetros de extensão e 30 metros de largura. Mais de R$ 50 milhões já foram gastos na implantação do aeroporto.

Zahyra Mattar
Jaguaruna
 

É definitivo. No próximo ano, aviões cortarão o céu da região. A inauguração das obras físicas do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, ontem, trouxe novas perspectivas. Não poderia ser diferente.
Para decolar, falta apenas um passo, pequeno perto de todas as batalhas já vencidas: a homologação da pista. Feito isso, são automaticamente liberados pouso e decolagens de aeronaves.
 

Mas o caminho a ser trilhado para isso não é tão simples. Além da homologação propriamente dita, é necessário definir a gestão do novo empreendimento. Será por meio de concessão à iniciativa privada, mas é preciso definir como isso será feito. Também são necessárias empresas dispostas a operar em Jaguaruna.
 

“Hoje (ontem), foi uma noite de festa e 2011 será um ano inteiro de festa. Não tínhamos nada e hoje temos aeroporto, BR-101 duplicada, ferrovia litorânea, porto reestruturado. Agora chegou a nossa vez, a vez do sul catarinense”, valoriza o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Eduardo Silvério Nunes.
Para 2011, a classe empresarial do sul do estado já definiu uma outra meta em relação ao aeroporto: concretizar o projeto do terminal de cargas, uma parte do empreendimento considerada vital ao desenvolvimento.
 

“É fundamental. Com a abertura propriamente dita, teremos movimentação na indústria do turismo. Mas é com o terminal de cargas que iremos alavancar completamente o nosso crescimento”, considera Eduardo.

As obras

| Estrutura física | Esta fase compreende a construção do terminal de passageiros, redes elétrica e hidrossanitária, climatização, subestação de energia, estação de tratamento de esgoto e de água, telecomunicação de telefonia e cabeamento estruturado, proteção contra descargas atmosféricas, paisagismo e torre de controle de tráfego aéreo. O investimento do estado nesta fase, iniciada em fevereiro do ano passado, foi de R$ 6.768.518,02. Além do terminal, os trabalhos de prevenção, salvamento e combate a incêndios também está concluído. Esta parte do empreendimento é necessária à homologação do aeroporto junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O investimento estadual, neste caso, foi de outros R$ 577.013,56.

| Equipamentos | A ordem de serviço à empresa vencedora do processo licitatório, a Telear, de Porto Alegre, para execução dos serviços de sinalização noturna (balizamento e papi), da estação de rádio e comunicação, da estação meteorológica e a instalação do rádio farol (NDB), foi assinada no dia 20 de setembro deste ano. O investimento do estado para esta fase, cuja conclusão é prevista para o próximo mês, é de R$ 1,8 milhão.

| Acesso | A estrada, de cinco quilômetros, é aberta pelo consórcio Setep/Espaço Aberto. As desapropriações dos terrenos serão pagas pelo governo do estado e custarão R$ 500 mil. A pavimentação custará R$ 18,2 milhões e será paga pela União. A obra inclui ainda o pátio de estacionamento, uma ponte sobre o Rio Jaguaruna e um viaduto sobre a Ferrovia Tereza Cristina. Os trabalhos, iniciados em junho deste ano, têm previsão de término em julho de 2011.