Zahyra Mattar
Jaguaruna

É aguardada com certa ansiedade a definição do governo do estado quanto à construtora vencedora da licitação para a execução das obras da segunda etapa do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna. Há cerca de duas semanas, quando ocorreria a abertura das propostas financeiras, a empresa Engetom Construção Civil Ltda, de Turvo, entrou com recurso judicial pedindo a suspensão do processo.

A construtora foi considerada inabilitada por não cumprir um dos itens do edital, que trata da placa compensada resinada. Desta forma, foi fixado um prazo de dez dias para a divulgação do resultado. O tempo terminou no fim da última semana e nada foi anunciado. A Engeton e a Construtora Espaço Aberto Ltda, de Florianópolis, foram as únicas interessadas em realizar a obra.

A expectativa é que o anúncio seja feito no começo desta semana. Mesmo porque, conforme declarações da secretaria de infra-estrutura do estado, a pretensão é entregar a ordem de serviços à vencedora da licitação ainda este mês. O prazo de execução da obra é de dez meses. Desta forma, o aeroporto pode iniciar a operação em julho do próximo ano.

A segunda etapa do Aeroporto Regional Sul está orçada em R$ 6 milhões e compreende a construção do terminal de passageiros e núcleo de proteção ao vôo, subestação, abastecimento de água e tratamento de esgoto. O terminal de cargas não faz parte desta fase, mas o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) determinou à secretaria de infra-estrutura do estado um estudo de viabilidade financeira.

O acesso ao empreendimento, considerado desde já uma alavanca para o desenvolvimento do sul catarinense, é de responsabilidade do governo federal. Os recursos, na ordem de R$ 15 milhões, já estão garantidos. Segundo a senadora Ideli Salvatti (PT), os trabalhos devem começar este ano e ser concluídos, junto com as obras civis, também no próximo ano.