Tatiana Dornelles
Tubarão

Basta um mosquito pousar em alguma parte do corpo que já vem à mente: ‘ai, e se for o mosquito da dengue?’. Mesmo com a certeza de que o estado catarinense é o único que não tem o inseto infectado, ou seja, apenas apareceram casos importados (pessoas que foram infectadas em outros estados), o receio é grande por parte da população. E os focos continuam a aparecer.

Somente nos quatro primeiros meses deste ano, mais precisamente até a última sexta-feira, foram detectados 364 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, em 29 dos 293 municípios catarinenses. A doença atingiu 20 pessoas e 400 casos suspeitos são apurados.

Para evitar que mais focos surjam, é necessário a colaboração da própria população, ajudando a evitar o acúmulo de água em pneus, pratos de vasos, plantas, entre outros recipientes.

Enquanto Santa Catarina privilegia-se por não ter a transmissão autóctone (transmissão local) da dengue, o Rio de Janeiro tem números alarmantes: 83 casos de morte confirmados e mais 79 óbitos em investigação sob suspeita de dengue. Em um mutirão realizado em 96 comunidades da região metropolitana do Rio, foram encontrados 3.254 focos do mosquito.