Larvas do mosquito transmissor da dengue foram localizadas em cinco pontos diferentes em Laguna. Foto: Gilmar F. Estevam
Larvas do mosquito transmissor da dengue foram localizadas em cinco pontos diferentes em Laguna. Foto: Gilmar F. Estevam

Zahyra Mattar
Laguna

Uma verdadeira operação de guerra foi deflagrada ontem para exterminar qualquer resquício do Aedes aegypti em Laguna. Larvas do mosquito transmissor da dengue e da forma urbana da febre amarela foram detectadas nas comunidades de Ponta da Laranjeira, Cabeçuda, Pescaria Brava, Morro Grande e Ribeirão Pequeno, terça-feira, por profissionais da secretaria de saúde da prefeitura.

A maioria das larvas estava dentro de vasos de plantas, cemitérios e outros locais propícios ao desenvolvimento do mosquito, que procura água parada e limpa para colocar seus ovos. Em Cabeçuda, a larva foi localizada dentro de uma armadilha. As larvas foram coletadas e analisadas no laboratório da gerência de saúde da secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão. O resultado foi positivo para o Aedes aegypti.

Em todos os pontos, foi feita uma varredura completa em um raio de 300 metros. Larvicida foi despejado nos locais onde as equipes de vigilância não tiveram acesso. “Não há motivo de pânico. A situação foi rapidamente sanada e controlada. A vigilância nestes locais será aumentada, assim como em todos os municípios de abrangência da gerência. Mas fica o reforço no alerta para a população colaborar e revisar os locais de depósito de água em suas casas”, adverte o gerente de saúde da SDR em Tubarão, Evandro Almeida.

O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti é que a sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. Assim, a prevenção e as medidas de combate exigem a participação e a mobilização de toda a comunidade a partir da adoção de medidas simples, visando à interrupção do ciclo de transmissão e contaminação. Caso contrário, as ações isoladas poderão ser insuficientes para acabar com os focos da doença.

Ao contrário dos outros estados brasileiros, Santa Catarina vive uma situação melhor. O estado é o único que não tem a transmissão da doença (vírus). Os casos de pacientes notificados são importados de outros estados.