Em assembleia, categoria escolheu um professor para representar a região nos encontros estaduais.
Em assembleia, categoria escolheu um professor para representar a região nos encontros estaduais.

Angelica Brunatto
Tubarão

No primeiro dia da greve dos professores estaduais, a adesão foi pequena na região. Segundo dados da 20ª gerência de educação, o movimento não atingiu 1% dos trabalhadores. Cerca de dez profissionais, dos 1,2 mil docentes, aderiram à paralisação. Somente na escola Bernardo Schimidt, de Sangão, os alunos ficaram se aulas.

Conforme a regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), o número tende a aumentar gradativamente, ontem, ocorreu a primeira assembleia para organizar o movimento. Na pauta estava a discussão da proposta apresentada pelo estado, rejeitada em assembleia estadual na semana passada. “Conversamos sobre como a categoria sai prejudicada com a oferta do governo”, detalha a coordenadora regional do Sinte, Terezinha Botelho Martins.

Um professor também foi escolhido como representante da região nos encontros do sindicato. “Começamos a organizar o movimento agora. Até o fim da semana, a adesão será maior”, analisa Terezinha.
Em algumas escolas, os professores querem adiantar os conselhos de classe. “Nosso objetivo é fechar as notas para não prejudicar os alunos”, revela José Knaben, professor da escola Dom Joaquim, de Braço do Norte.
A categoria pede que o governo pague os 22,22% de aumento, referente a lei do piso nacional. “Não pedimos aumento de salário. Queremos apenas o cumprimento da lei”, pondera Terezinha.

Propostas recusadas

Primeira tentativa
• No dia 14 do mês passado, o estado ofereceu o pagamento do reajuste de 22,22%, previsto na lei do piso nacional do magistério, mas apenas para os professores em início de carreira.
• O retroativo a janeiro e fevereiro seria pago em duas parcelas (julho e setembro). Para os educadores com graduação e especialização, a intenção é dividir o pagamento do reajuste em três parcelas: uma este ano e as outras em 2013 e 2014.
• Em assembleia no dia seguinte, a proposta foi integralmente rejeitada por unanimidade. Nesta mesma ocasião, os professores votaram pelo estado de greve.

Segunda tentativa
• No último dia 16, o governo do estado fez uma nova proposta aos professores. Paga 8% do reajuste de 22,22% para todos os servidores do estado, inclusive aos professores.
• Apenas para os educadores o estado está disposto a bancar o percentual de 14,22% (22,22% menos os 8%).
• O pagamento seria feito de forma parcelada, até dezembro do próximo ano. A primeira parcela seria quitada em agosto deste ano e a segunda somente em janeiro de 2013.
• No dia seguinte, em assembleia estadual, os docentes recusaram a proposta e votaram pela greve, a partir de hoje.
• No ano passado, a paralisação da categoria durou 62 dias. Foi uma das maiores greves já feitas pelos professores em Santa Catarina nos últimos 20 anos.