Carolina Carradore
Tubarão

Os travestis que trabalham nas proximidades do terminal rodoviário José Ghizoni, no bairro Dehon, em Tubarão, prometeram mudar o comportamento e usar roupas mais apropriadas. O acordo entre eles e a administração do local foi feito após a notícia publicada na edição desta segunda-feira no Notisul.

Alguns moradores das proximidades da rodoviária e até de passageiros reclamam do comportamento do grupo. Ontem, os 15 travestis procuraram a gerente da rodoviária, Dilcéia Leopoldo Monteiro, e propuseram um acordo. Elas comprometeram-se em entrar no terminal com roupas mais compridas e não usarão mais o banheiro feminino do estabelecimento.

“Esse tipo de comportamento já tínhamos antes, não sei de onde vieram essas reclamações. Mas, para mantermos uma melhor convivência, vamos fazer esse acordo e chamar a atenção de outros travestis que não cumprirem a regra”, antecipa Juliana Guimarães, 25 anos. Segundo ela, nenhum dos travestis atrapalham o funcionamento da rodoviária.

gressões e abandono

Os travestis que trabalham nas proximidades da rodoviária de Tubarão também pedem maior policiamento na avenida Padre Geraldo Spettmann. Elas alegam que sofrem assaltos e agressões. Na semana passada, Lis Cardoso, 22 anos, estava parada às margens da avenida quando foi agredida por um grupo de jovens.

Eu estava quieta e eles simplesmente chegaram e começaram a bater em mim. Não sei ao certo se usaram uma pedra ou um soco inglês”, revela Lis, que teve o nariz quebrado.Outros travestis também afirmam que são constantemente assaltadas. “Precisamos de policiamento, pois os roubos são constantes”, reforça Lis.