Tatiana Dornelles
Tubarão

Você sai no fim de semana de carro para dar uma volta pela cidade com a família e resolve ir ao shopping. Como não vai demorar muito, decide deixar o carro na rua, para não pagar estacionamento. Entretanto, mesmo que sejam apenas 15 minutos depois, lá vem ele, o flanelinha, com olhar meio ameaçador, pedindo dinheiro por ter ‘cuidado’ do automóvel. Você, com receio de ter o patrimônio arranhado, quebrado, é obrigado a pagar o valor que ele pede.

A cena parece familiar? Para muitas pessoas, sim, uma vez que a atuação dos flanelinhas está cada vez mais constante. E em Tubarão, vários são os locais em que ‘trabalham’: nas proximidades do Farol Shopping e da Unisul (principalmente quando há formaturas), perto de barzinhos ou boates. Eles estão em toda parte.

Os valores variam de R$ 2,00 a R$ 5,00, dependendo do local em que está estacionado e do evento que ocorre no momento. Alguns chegam até mesmo a pedir o pagamento antecipado, como uma ‘promoção’. Outros reclamam das moedas que recebem e xingam os motoristas. Entretanto, o que esquecem, é que estão em uma via pública e, neste caso, não podem cobrar pelo estacionamento.

“Na verdade, este tipo de ação é crime contra a liberdade individual, contra o patrimônio e ameaça e contrangimento. O mais correto é o motorista chamar a Polícia Militar ou a Guarda Municipal e depois registrar um boletim de ocorrência. Sempre aconselhamos as pessoas a não darem dinheiro, mas muitas têm receio com o que os flanelinhas podem fazer. Alguns chegam a ameaçar. Mas, claro, há aqueles que não têm este tipo de atitude”, orienta o secretário de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão, Adolfo Pinter.

Uma ação é realizada pela guarda municipal para tentar identificar os flanelinhas que atuam na cidade. “Há um grupo que sai à noite para fazer fotografias, tentar descobrir os nomes. Depois, com os dados, verificaremos se têm ou não ficha criminal e, assim, tomar alguma atitude, se necessário. As atuações dos flanelinhas são crimes e devem ser denunciadas pela população”, adverte o secretário Adolfo.