Canteiro de obras parado virou depósito de lixo - Foto:Banco de Imagens/Notisul
Canteiro de obras parado virou depósito de lixo - Foto:Banco de Imagens/Notisul

Jailson Vieira
Tubarão

A abertura dos envelopes para a habilitação das empresas para a edificação das cabeceiras da Ponte de Congonhas, que faz divisa entre Tubarão e Jaguaruna, que deveria ter ocorrido ontem, foi suspensa. O motivo: três das cinco empresas que concorrem aos trabalhos apresentaram recursos para postergar a abertura do documento.

Conforme o secretário da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR), em Tubarão, Nilton de Campos, a comissão de licitação da ADR se reunirá hoje para analisar o pedido. “Vamos avaliar amanhã (hoje), e responder às licitantes no mesmo dia. A partir daí, elas terão cinco dias para se manifestarem. Acredito que no próximo dia 8, havendo concordância das participantes, os envelopes de preço serão abertos”, projeta.

De acordo com Nilton, após a decisão aguardada para a próxima semana, a expectativa é que no máximo em 15 dias toda a documentação de contrato entre estado e a empresa executora da obra esteja pronta e assinada. “Gostaria que tudo já estivesse acertado, porém não deu certo, mas as empresas têm esse direito de recursos. Depois de tudo pronto, a obra deverá ser executada em quatro meses. Acredito que, se tudo der certo, será finalizada em janeiro ou fevereiro, porém não costumo dar prazos para isso”, afirma Nilton.

A construção dessas cabeceiras, ao todo, deverá custar cerca de R$ 2 milhões. Assim, com R$ 1,7 milhão já investidos na estrutura, mais o novo projeto das cabeceiras, R$ 74,5 mil, e “alguns” reais gastos na primeira licitação, na qual só foi instalado um canteiro de obras que não seguiu em frente, a ponte sairá cerca de R$ 4 milhões no total.

A antiga ponte de madeira foi demolida por decisão dos prefeitos da Cidade Azul e Cidade das Praias, no fim de 2013. À época, o governo estadual assumiu a obra e destacou que as duas prefeituras teriam que fazer os acessos, porém, elas não deram conta. 

Paralisação das obras
Os trabalhos foram paralisados por precaução há 11 meses, uma vez que o aterro colocado na cabeceira pelo lado da Cidade das Praias cedeu e, por causa disso, na época, o ex-secretário da ADR, Caio Tokarski, afirmou que não poderia ficar omisso com a possibilidade de que algo mais grave pudesse ocorrer. A última camada asfáltica na ponte poderá ser concluída somente depois de finalizadas as cabeceiras.