terça-feira, 12 maio , 2026

508 lares vivem em extrema miséria

Zahyra Mattar
Tubarão

Os dados preliminares do Censo Demográfico do ano passado começam, aos poucos, a ser divulgados pelo IBGE. Os números podem ser negativos para algumas cidades, mas não devem ser encarados desta forma pelos gestores. Poderão – e devem – servir de ponto de partida para reformular a administração pública, criar novas políticas de governo.

Um dos dados versa sobre a pobreza extrema. Os índices ainda são preliminares, mas apontam Santa Catarina como o estado com o menor número de pessoas que recebem até R$ 70 por mês, proporcionalmente com a população.
No estado, Lages aparece com a maior quantidade de domicílios particulares onde a renda por pessoa não ultrapassa os R$ 70,00, independente do tamanho da população. Dos 11.926 lares catarinenses na linha da extrema pobreza, Lages concentra 461. A cidade é seguida por Joinville, com 301, e Chapecó, com 263.

Na Grande Tubarão, em 508 lares os moradores vivem na miséria extrema. O valor é quase o total de Lages. Da quantidade de domicílios onde os moradores ganham menos de R$ 70,00 por mês, 361 ficam em área urbana e 147 em zonas rurais. A renda média é em torno de R$ 45,00 por cidadão.

Na região, Laguna e Imaruí estão em situação preocupante

Na Grande Tubarão, Laguna e Imaruí chamam a atenção por conta do alto índice de lares onde os moradores ganham, cada um, menos de R$ 70,00. Este valor fica maior ainda quando comparado com quantidade de habitantes. A Cidade de Anita tem 50.682 moradores e 110 lares em condições de miséria extrema. Está no topo da lista.
Imaruí tem 11.603 habitantes e 69 domicílios onde as pessoas têm vencimento inferior a R$ 70,00 mensais. É a terceira na região. Imbituba, a segunda colocada, tem 71 lares miseráveis. O município tem 38.735 moradores. Por isso Imaruí chama mais atenção, ainda que tenha um valor menor.

Tubarão é a quarta cidade da região metropolitana com maior número de casas extremamente pobres: 66. Em contrapartida, a cidade tem quase 97 mil habitantes. Se comparada somente com os municípios da região, a Cidade Azul é a que tem menor número de domicílios em condições subumanas em relação à proporção habitacional.
“Não estamos passivos a esta situação. Pelo contrário. Tratamos de assegurar que o próximo gestor tenha fonte de renda para zerar qualquer índice negativo. Hoje, o município investe cerca de R$ 3 milhões por ano na área social”, destaca o secretário de governo da prefeitura, Edson Firmino.
Este valor é um pouco menos da metade do que é recolhido somente com o IPTU anualmente (a média de arrecadação do imposto gira em torno de R$ 7 milhões por ano).

A maioria dos miseráveis está na área urbana

Dos 508 lares onde os moradores não recebem mais de R$ 70,00 por mês de salário, a maioria, 361, está na área urbana das cidades. O restante (147) vivem na zona rural.
Em alguns município, como Imbituba, todos os 71 lares miseráveis ficam na área urbana. Em outros, caso de Imaruí, por exemplo, a pobreza extrema está mais presente na zona rural: são 50 lares em condições subumanas contra 19 casas na área urbana.
Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima e Pedras Grandes são as cidades que apresentam a menor quantidade de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade: têm 2, 3 e 4 casas onde os moradores recebem menos de R$ 70,00 respectivamente. Todos estes lares estão na zona rural.

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