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Especial

O amor contagia

Em um fim de semana ensolarado, quando a sensação térmica ultrapassou os 40°C, voluntários do Instituto Nossa Família (INF) subiram em um caminhão recheado de presentes e saíram pelos bairros de maior vulnerabilidade social de Tubarão entregando brinquedos para as crianças. Foram dez localidades visitadas com a caravana do Papai Noel, e mais de 2 mil presentes doados

Publicado em 22/12/2017 01h14

O amor contagia
Fotos: Beatriz Juncklaus/Notisul

Beatriz Juncklaus
TUBARÃO

O que acontece quando dois jovens se unem para fazer o bem? Mais de três mil crianças em situação de vulnerabilidade social são atendidas em um ano. Essa é a história do Instituto Nossa Família, fundado por André Koch e Norberto Brunato. Eles contam que a ideia de montar um projeto social saiu do papel após o vendaval do dia 16 de outubro de 2016. A partir deste momento, as ações não pararam.

E no Natal não poderia ser diferente. A época mais esperada pelas crianças chegou e com ela a campanha Natal da Vida. Junto com os voluntários, o Papai Noel levou brinquedos e alimentos para famílias de baixa renda em Tubarão. Ao todo, 25 bairros foram atendidos nos dois meses de doações natalinas. A caravana do Papai Noel passou por dez comunidades distribuindo presentes e balas às crianças. Neste Natal, duas mil crianças ganharam um brinquedo e 200 famílias uma cesta básica. Uma forma de aquecer o coração de quem muitas vezes é esquecido pela sociedade.

O bom velhinho
André Koch, vice-presidente do INF, vestiu-se como Papai Noel para fazer a alegria das crianças. Em cima de um caminhão, ele acenava e entregava os brinquedos. “A sensação é impagável, ver cada sorriso, receber cada abraço dos pequenos, não tem preço”, relata. Após ficar mais de quatro horas em cima de um caminhão e embaixo de um sol de mais de 30°C, André confessa que, apesar de ser desgastante, a recompensa é muito maior. “Cada criança é uma conexão que o Papai Noel faz, é uma luz de esperança que se acende naqueles olhares mágicos. É muito mais gratificante do que desgastante”.

Rede de solidariedade
Neste ano, cestas básicas, ovos de páscoa, brinquedos, materiais escolares e uniformes foram arrecadados e distribuídos pelos voluntários. Em fevereiro foram mais de 400 crianças contempladas com kits de materiais escolares. Em abril, dois mil ovos de páscoa foram distribuídos, sendo boa parte deles confeccionados pelos próprios voluntários. 400 crianças carentes da rede pública foram atendidas na campanha de inverno com uniformes escolares e agasalhos. Além de todas estas ações, para comemorar o aniversário do Instituto, um Baile de Debutantes para 10 meninas em situação de vulnerabilidade social foi realizado.

Mudando o futuro
O trabalho do INF vem se mostrando cada vez mais relevante e importante. Em uma realidade onde cerca de 1,2 milhão de adolescentes morrem por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde, fazer a diferença no cenário municipal tem grande impacto. Cerca de 43% de mortes em países de baixa-média renda nas Américas estão ligadas à violência.

Os voluntários levam muito mais do que alimentos ou brinquedos, levam a esperança de um mundo melhor. Segundo André, uma vez eles foram abordados por traficantes de um bairro, que agradeceram a atuação do instituto na comunidade. “Eles disseram ainda que a gente estava atrasado, que se tivéssemos ido há uns dez anos, quem sabe eles não estariam na vida que estão hoje”.

De mãe para filho
Victor tem apenas 4 anos, mas já é um veterano quando o assunto é solidariedade. Junto com a mãe, Rosemari Smaniotto, ele participa de todas as ações realizadas pelo Instituto Nossa Família. Segundo a mãe do menino, após a integração dele ao INF, houve uma mudança no comportamento do pequeno. “Antes ele era mais egoísta, agora se preocupa mais com o outro”, revela.

Apesar de o pequeno não entender muito o que é voluntariado, ele já sabe a importância de fazer o bem. “Eu gosto de ir porque eu vou junto com a minha mãe e a gente ajuda as pessoas. Uma vez um menino não tinha nada, nem um carrinho, e eu e a mamãe fomos lá e entregamos para ele”, conta Victor. Segundo Rosemari, ele vai às reuniões, eventos, bazares e ainda ajuda a arrumar as arrecadações que chegam até a casa dela.

Para Rosemari, todo ser humano deveria aprender a ser um pouco solidário, independente da idade. Ela conta que aprendeu com os pais a fazer boas ações e ensinou os três filhos a serem assim também. “Se os pais mostrassem outra realidade desde pequeno para os filhos, não teríamos tantas crianças fazendo tanta coisa errada. Enquanto se está fazendo o bem para alguém não se tem tempo para fazer o mal”, conta emocionada.



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