Priscila Loch
Tubarão

Notisul – Qual a sua avaliação destes oito anos de mandato?
Stüpp
– A função de prefeito é a maior oportunidade que o cidadão tem de ser útil a um número maior de outros co-cidadãos. A experiência de gestão pública vai amadurecendo ao longo do tempo. Tenho certeza que hoje estou muito mais maduro do que o dia que entrei aqui, oito anos atrás. Carrego comigo um sentimento muito forte de dever cumprido. Ainda tem muito por fazer, mas contribuí, e muito, para que esta cidade crescesse em todos os sentidos. No geral, pesa muito mais os grandes benefícios que conseguimos trazer para a cidade de Tubarão.

Notisul – Qual foi o seu grande projeto, e existe alguma frustração, de projeto não executado?
Stüpp
– Como legado, vamos lembrar das obras de infra-estrutura. O anel viário da cidade se transformou. Você vai não só ao Rio do Pouso sobre asfalto, como a São Martinho, a São Bernardo, ao Campestre, a Congonhas. As grandes transformações foram não só na periferia, como no centro da cidade. Os acessos asfaltados. A avenida Marcolino maravilhosa, a Pedro Zapellini está estendendo e alargando o horizonte da cidade. Lembrarão de mim por essas obras, e os números mostram que o asfalto faz muita diferença na forma como o cidadão enxerga a prefeitura e o prefeito, mas aquilo que eu quero lembrar é que um governo se faz para aqueles que menos têm e que menos podem. E nisso nós somos muito bons. A rede de proteção social formada na cidade é um exemplo de sucesso: na saúde, educação, nas políticas públicas voltadas à cidadania, e na geração de empregos. Por último, posso dizer que também fica como legado as ações ganhas na justiça. Há uma procuradoria eficiente. Oferecemos, não só para o próximo prefeito, mas para o futuro da cidade de Tubarão e para Santa Catarina, um belo exemplo, que foi a questão envolvendo o ISS, sobre as operações de leasing. Serão milhares de reais que entrarão agora em 2009, e a certeza de uma receita aproximada de R$ 6 milhões, extra, por ano, sobre estas operações. Este é um legado que deixo. Em 2009, podemos receber sobre esta questão algo em torno de R$ 60 a R$ 70 milhões, que já estão ajuizados, que dependem somente de uma rotina jurídica, tempo. São prazos que vencerão no decorrer no próximo ano. O total é de R$ 100 milhões. Até agora, recebemos algo em torno de R$ 20 milhões. E muito daquilo que se está vivendo em obras é fruto desse trabalho. Felizmente, a cidade me reelegeu. Porque, com isso, insisti, persisti, fui no Tribunal de Justiça, contratei novos advogados, busquei uma solução para a questão. Muitos municípios não acreditaram nessa questão, abandonaram.

Notisul – A cidade foi transformada em um canteiro de obras no fim de seus mandatos. Foi assim em 2004 e 2008. Na primeira vez, a alegação foi de que teve que arrumar a casa. E este ano?
Stüpp
– Eu tenho certeza que tudo está atrelado ao assunto anterior. Em 2003 e 2004, estávamos tendo muito sucesso com a entrada daqueles recursos. E para transformar um projeto em obra dentro de uma estrutura pública leva mais de um ano. Em 2004, dei um passo à frente no meu tempo, acreditando que aquela sequência de recursos entraria naquele momento, coisa que só veio a acontecer em 2007. Avancei o sinal e tive que pagar por isso, a austeridade foi a palavra de ordem para realmente equilibrar o fluxo financeiro do município. Hoje, felizmente, estamos chegando ao fim do mandado não só com salário em dia, estamos entregando a prefeitura sem nenhum financiamento, sem nenhum encargo atrasado, como fundo de garantia ou coisa parecida. Os fornecedores em dia, uma prefeitura não só com saúde financeira de fluxo de caixa, com capacidade de endividamento que poucos municípios no país vão ter. Só tive a oportunidade de realmente fazer com que as coisas voltassem a acontecer a partir de meados de 2007. Algumas obras a gente estava continua, mas o governo só é visível por asfalto. Estou sempre sendo analisado por causa do asfalto. E isso, de certa forma, é algo que me entristece, porque um governo não é só isso. Um prefeito pode até não fazer nada de asfalto durante o primeiro ano, mas será que por isso vai deixar de ser um bom prefeito. Eu sei que contribuí para aumentar a auto-estima do cidadão tubaronense com as obras. Eu também sou alguém que se encanta quando entro pela avenida Marcolino e vejo tudo limpo, ajardinado. Já pensou se eu pintasse essa cidade de preto, asfaltasse mais ruas, mas ficasse devendo nos posto de saúde, na escola, no funcionalismo?! Eu poderia ter tomado uma atitude que outros tomaram lá atrás. A média de atraso (dos salários dos servidores) do meu antecessor foi de 60 dias. Sabe o que representa 60 dias de atraso? R$ 5 milhões no caixa da prefeitura. Eu não precisaria ter parado nenhuma obra, era só ter atrasado o salário dos servidores, como faziam antes. Mas não, resolvi tomar por atitude honrar primeiro com aqueles que estão aqui dentro, porque ninguém é senhor lá fora sem ser senhor na sua casa. Apesar de as obras terem se concentrado muito no último ano, foi o que deu pra fazer. Não tive ajuda do governo do estado, do governo federal. Isso é recurso nosso, sem financiamento. Todo o asfalto que tem nessa cidade hoje está pago, e isso é um privilégio. Acredito que nós superamos 100 quilômetros.

Notisul – Rebatendo estas críticas, também tem muita gente que considera que você foi o prefeito que mais fez obras pela cidade. Você concorda?
Stüpp
– Para aqueles que me criticam pelo último ano, eu digo: todos que me antecederam tiveram o último ano, tiveram oportunidade. Por que não marcaram a sua presença no último ano também com obras, no mesmo volume? Porque tinham limitações financeiras. Eu tirei esse município de um orçamento de R$ 20 milhões em 2000 para R$ 100 milhões em 2008. É preciso ter persistência e muito trabalho. Tenho absoluta certeza que lá fora há cidadãos satisfeitos com todo o governo. Antes de mim, teve um prefeito que marcou a sua presença com obras, que foi Paulinho May. Depois dele, indiscutivelmente, eu fui o que mais realizou em termos de obra de infra-estrutura.

Notisul – É público que o seu relacionamento com o governador Luiz Henrique da Silveira nunca foi dos melhores. Como é está relação hoje e qual a expectativa para o governo de Dr. Manoel Bertoncini?
Stüpp
– Minha expectativa é que o governador realmente tenha identificado na minha pessoa, e não na cidade de Tubarão, um problema. Se for pessoal, tudo bem, estou saindo e ele que agora passe a atender Tubarão de forma diferente. Só quero tratamento igual àquele que ele oferece a Criciúma, Blumenau, Joinville, Florianópolis. De certa forma, estamos sendo discriminados. As justificativas foram as mais diversas. Primeiro, foi a falta de projetos; apresentei os projetos. Depois, falta de participação no conselho da SDR; fui para lá para aprovar. Depois, os encaminhamentos precisavam ser feitos dentro de outras secretaria. E a questão da negativa. Vão me desculpar, mas a questão envolvendo a Casan, não tenho dúvida, ninguém negaria judicialmente a condição de poder conveniar com o governo do estado, se fosse oferecido o convênio.

Notisul – A falta das negativas também ocorreu em Jaguaruna e o prefeito Marcos Tibúrcio (PP) conseguiu uma liminar. Por que não foi feito o mesmo em Tubarão?
Stüpp
– Não fui buscar a liminar por uma única razão: nunca veio um convênio para ser assinado. Fiquei esperando. Em 2002, eu não estive com ele (Luiz Henrique), fiz uma outra opção político-partidária e entendia que, durante aqueles quatro anos, de certa forma, estava me punindo por isso. Mas em 2006 foi bem diferente. Botei o adesivo no peito e pedi voto para ele e (Leonel) Pavan e, infelizmente, não obtive sucesso. Espero que Manoel tenha melhor sorte.

Notisul – A população tubaronense tem grande receio de passar por uma nova enchente, especialmente após as chuvas que assolaram o norte catarinense, há algumas semanas. Você acredita que a cidade estaria preparada para uma possível tragédia, a Defesa Civil teria estrutura para enfrentar o problema?
Stüpp
– Não tem Defesa Civil mais organizada em Santa Catarina que a de Blumenau. E, mesmo assim, teve problemas. Quando a situação torna-se atípica, você precisa da participação efetiva de todos dentro de uma prefeitura. Aqui, a nossa Defesa Civil existe principalmente no que diz respeito à estrutura interna da prefeitura, e mais que comprometimento com as questões envolvendo a segurança da cidade. Mas ainda tem muito o que fazer, organizar, buscar preparo. Falando nisso, uma das obras que deixo por legado também é a elevação da ponte do Morrotes. Já que se fala em enchente, aquele estresse todo de margem do rio, implode ou não implode a ponte, é coisa do passado. A demonstração clara de que foi uma atitude correta refazer aquele projeto.

Notisul – Você não acredita que deveria ter um secretário específico de Defesa Civil? Hoje esse cargo é acumulado por outro secretário…
Stüpp
– É intenção do Manoel fazer a indicação de uma pessoa para tocar exclusivamente a Defesa Civil no próximo ano.

Notisul – E o Canil Municipal? Qual o empecilho para não sair do papel?
Stüpp
– Não sei. Sinceramente, não faltou cobrança e, infelizmente, as coisas não aconteceram. Mas já tem encaminhamentos. Tenho dado todo o apoio para isso. Recentemente, Evaldo (Tonelli), que está ao lado de Manoel, mais Nilton de Campos foram a Itajaí e a intenção é, muito rapidamente, tirar o projeto do papel. Já está aprovado na câmara de vereadores e espero também que possa ser uma realidade já nos primeiros meses de 2009.

Notisul – Você foi criticado quando precisou exonerar 200 servidores, no ano passado. Surtiu efeito?
Stüpp
– A austeridade foi em todos os cantos da prefeitura. Naquele momento, era o que tinha a ser feito, era a atitude mais correta. Se hoje temos obras de infra-estrutura, tem muito a ver com aquela atitude tomada lá atrás. Quero reafirmar: nós ficamos descobertos em vários setores em função daqueles cortes. Eu não considero inchada a atual estrutura da prefeitura de Tubarão. Se todos os cargos de confiança forem preenchidos, ganha o cidadão, desde que não ultrapasse os 50% de comprometimento com a folha. Se tiver saúde financeira para segurar, é o quadro ideal. Não tem nada de absurdo 200 cargos de confiança em uma cidade com quase 100 mil habitantes como a nossa. Vamos dar um exemplo: eu criei praticamente 20 cargos com a secretaria de segurança e trânsito. Hoje, dá para abrir mão dela? Não. É uma secretaria muito importante. Aquilo que está aí é o ideal hoje para poder dar respostas ao cidadão, que é o que importa. Exonero todos e entrego a Manoel a estrutura limpa e aí ele e Pepê (Felippe Luiz Collaço, vice-prefeito), junto com a coligação, definirão o tamanho do governo. Como política de governo inicial, se ele quiser preencher 30% dos cargos, por exemplo, pode fazê-lo, mas vai sentir na estrutura operacional. Eu tive problemas como relação a isso, e sei o que estou falando.

Notisul – Falta pouco mais de uma semana para você transmitir o cargo para Dr. Manoel. Por ser o seu sucessor direto, com apoio irrestrito durante a campanha, de que forma contribuirá no mandato dele?
Stüpp
– Informalmente, toda hora que ele me consultar. Com certeza, não serei um sombra para ele. Trabalhei muito para que Manoel chegasse à prefeitura, dediquei-me muito na eleição, dei o máximo de mim, mas o prefeito será ele, não serei eu. Quero contribuir porque acredito muito nele e toda vez que me ligar ou bater na minha porta para pedir uma opinião, receberá com a maior boa intenção. E se eventualmente não quiser me ouvir, sei que ele é mais que qualificado para me suceder.

Notisul – Você responde na justiça uma ação justamente sobre a questão no ISS…
Stüpp
– Eu fui indiciado pelo Ministério Público a devolver, mas ainda não teve nenhuma decisão de mérito dizendo que estou condenado a devolver nada. Vamos fazer uma reflexão: um escritório foi contratado para ir atrás de algo que ninguém sabia, que vai dar a esse municípios R$ 100 milhões, dinheiro que não tinha, e vai receber uma comissão de R$ 2 milhões por esse sucesso. Dei algum prejuízo ao município? Dei lucro, resultado, obras, expectativa de sonhos diferentes para a nossa cidade e o estado, e eu não tenho dúvida que vou ter sucesso também na defesa dessa questão. Se assim não for, nós vamos ter um prefeito só fazendo o básico, com medo de tomar atitude. E eu não me elegi para isso, vim para cá para tomar atitude, com responsabilidade, e os resultados estão aí. Essa cidade cresceu muito no período que eu estou à frente, em todos os sentidos, principalmente em qualidade de vida.

Notisul – A retirada dos trilhos da avenida Marcolino Martins Cabral e a construção de um galpão para abrigar a oficina da Ferrovia Tereza Cristina foi uma obra lançada há mais de cinco anos e não está perto de ser concluída. Qual o problema?
Stüpp
– Burocracia. Não é nada mais que isso. Tivemos, durante estes últimos dois anos, idas e vindas de Brasília. Leva documentos, leva plantas, e refaz cálculos, refaz projeto… Os questionamentos mais diversos. É uma novela que está tendo um fim. O recurso que veio foi totalmente aplicado, mais a nossa contrapartida, nas obras de construção dos galpões, que estão praticamente prontos, que vão receber a atual estrutura da oficina da Ferrovia Tereza Cristina e, com isso, vai nos dar condições de abrir o centro da cidade. Mais um ano e Manoel estará inaugurando esta obra. Muito se falou, principalmente nesse ano de eleição, sugerindo desvios e outras coisas, mas todo o recurso está aplicado. É uma obra difícil, diferente, não uma obra qualquer, mas que vai ter um final feliz, não tenho dúvida. Junto com a Pedro Zapellini, essa era a obra dos meus sonhos. Infelizmente, é uma das que eu não consegui terminar.

Notisul – A construção de mais uma ponte e duas passarelas eram suas promessas de campanha. Mas ficaram para trás. O que houve?
Stüpp
– Você tem que priorizar. Se eu tivesse um pouco mais de sucesso na busca de recursos, com a ajuda do governo do estado, principalmente, poderíamos ter multiplicado os pães. Mas, com a saúde financeira oxigenada, são obras que sairão do papel, porque também têm o visto e a vontade de meu sucessor.

Notisul – A respeito do serviço de abastecimento e tratamento de água, a concessão realmente é o melhor modelo?
Stüpp
– É. Pelo atual quadro político-financeiro do país, não tem outra solução de curto prazo para o problema que não seja a concessão. Não tem recurso suficiente no Ministério das Cidades para resolver todos os problemas do país, nem na Caixa Econômica, nem no BNDS… Precisamos de um solução rápida, urgente. Se queremos o esgoto tratado nos próximos cinco, seis anos, temos que andar rápido, senão não teremos solução nos próximos 30.

Notisul – Existe uma expectativa para iniciar a coleta e o tratamento de esgoto, extremamente necessários, especialmente à ‘saúde’ do Rio Tubarão?
Stüpp
– Tão logo o edital seja liberado no Tribunal de Contas, é uma questão de meses para ver o trabalho ser iniciado. Eu sou muito otimista com relação a essa questão. Sei que Manoel pensa a respeito e acredito ele não vai abandonar o projeto e vai continuar, na busca dessa solução, que é a maior demanda que essa cidade tem. A maior vergonha que Tubarão tem hoje é de ter zero de esgoto tratado. Nós somos os maiores agressores da bacia lagunar. Temos que dar um basta nisso, e só tem uma solução: a concessão do sistema.

Notisul – Há alguma novidade com relação às irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas?
Stüpp
– É interpretação do Tribunal de Contas. Sinceramente, fizemos as alterações que entendíamos pertinentes, e acredito que, do jeito que ele (edital) está hoje, é o ideal e único caminho para fazer com que tenha interessados no sistema. Não dá para abrir mão daquilo que consta hoje no edital. Se você atender por inteiro o que foi posto pelo Tribunal de Contas, descaracteriza o edital. Hoje, temos vários processos de concessão emperrados no tribunal, que admite não ter condições técnicas para fazer a avaliação dos editais e, mesmo assim, não coloca a votação no pleno. Com isso, nós, que já estamos há dez meses com edital lá dentro, estamos aí mais um ano deixando que esse problema seja resolvido. Tínhamos dez grandes grupos, que pegaram o edital, caucionaram os R$ 5 milhões. Vários já cansaram, desistiram. Nessa questão, estamos perdendo tempo para uma solução a uma demanda muito séria ao meio ambiente da nossa região.

Notisul – Futuro político?
Stüpp
– Primeiro, quero terminar bem o mandato. Acredito que vou terminar, faltam poucos dias. Segundo, vou estar com meu nome à disposição do meu partido. Vou avaliar o quadro futuro, ver como é que o meu partido se posicionará no contexto estadual e se é prudente ou não enfrentar as urnas. Talvez uma candidatura a deputado.

Notisul – Deputado estadual ou federal?
Stüpp
– Ninguém me coloca em uma eleição a deputado federal. Cada passo de uma vez. Analisando o quadro, com a eleição de Clésio Salvaro em Criciúma abre um espaço enorme na região. Então, se eu estiver na eleição, estarei na condição de deputado estadual. É possível, viável, em termos eleitorais para a nossa região, considerando o rescaldo do que está ficando da minha participação à frente da prefeitura, do quadro político regional, uma candidatura a deputado estadual, mas vai depender a vontade do partido.

Notisul – Está animado para isso?
Stüpp
– Olha, por enquanto ainda estou cansado (risos). Oito anos à frente da prefeitura deixa qualquer um cansado, mas quem tem espírito público, quem se envolve politicamente, tem um partido político forte, organizado e coeso, como hoje o PSDB é em Tubarão, não posso negar que isso motiva. Acredito que posso dar ainda muito do meu suor e do meu trabalho em prol da minha gente.

Notisul – Voltaria a administrar a cidade de Tubarão?
Stüpp
– Não, já dei a minha contribuição. Acho que a política reoxigena-se, renova-se. Felizmente, temos lideranças políticas novas. Tenho certeza que contribuí para fortalecer esse quadro, para colocar gente nova na política. Acho que já cumpri com minha missão, fiz a minha parte. Eu descobri boas coisas à frente da prefeitura, mas descobri outras que não me dão saudade. Quando você é prefeito, você é prefeito 24 horas, você fica ligado diuturnamente. Não dá para ser diferente. Mas saio bem, pesquisas demonstram o percentual expressivo de aprovação. Terminar oito anos de mandato desse jeito é uma dádiva e agradeço a Deus.