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Entrevistas

“Queremos aparecer para todo o Brasil”

Jefferson Miranda Nunes é presidente da Torcida Organizada Batalhão Garra Tricolor

Publicado em 28/03/2018 00h36

“Queremos aparecer para todo o Brasil”
Foto: Divulgação/Notisul

TUBARÃO

Notisul - Quando e quem fundou a BGT?
Jefferson -
A BGT foi fundada em 20 de Fevereiro de 2006 por um grupo de amigos que começaram a apoiar o Tubarão quando foi fundado. Não temos uma pessoa exatamente que fundou, mas foi um grupo de pessoas, todas hoje um pouco longe de Tubarão, algumas estão morando em outras cidades. Podemos citar o nome do Leonel Palombo como fundador, mas para não ser injusto há mais outras pessoas participantes da fundação, mas não temos nomes.

Notisul - Como é formada a diretoria da BGT? Quem são os diretores?
Jefferson -
A BGT é formada por um grupo de diretores divididos em seus respectivos cargos, desde presidente, logística, instrumentos, comissão de eventos e marketing. Hoje, a BGT tem como presidente o Jefferson Miranda e vice Viktor Favarin. Eu faço parte também da comunicação da BGT. Atualmente temos 11 na diretoria com suas determinadas funções

Notisul - Quantos associados possui o Batalhão Garra Tricolor (BGT)?
Jefferson -
Hoje, a torcida possui 50 sócios ativos. Temos mais pessoas colaboradoras que se associam diretamente na torcida, mas participam de tudo que fizemos, inclusive dos cantos, mosaicos, enfim de toda a festa na arquibancada.

Notisul - A BGT cobra alguma mensalidade do associado? Como fazer parte da torcida?
Jefferson -
A torcida BGT, hoje, para ser sócio cobra-se R$ 60 anual de colaboração, ou seja, R$ 5 por mês. Pedimos essa colaboração para manutenção de instrumentos, ter caixa para eventos no dia de jogo, entre outros detalhes. Hoje, o torcedor pode entrar em contato pelas nossas redes sociais, tanto Instagram como Facebook que rapidamente vamos dar o devido encaminhamento para se associar. Única obrigação é torcer, ser apaixonado pelo Peixe e ser contra atos violentos fora dos estádios.

Notisul - Haverá caravanas da torcida pra todos os jogos?
Jefferson -
Sim, sempre faremos caravanas para todos os jogos, a Série D está chegando e vamos ver como vai ser para fazer essas caravanas para lugares mais distantes, mas a ideia é todo jogo ter caravana para apoiar o nosso Peixe.

Notisul - A BGT recebe algum tipo de ajuda do clube nas caravanas realizadas para os jogos fora de Tubarão?
Jefferson -
Atualmente nas caravanas desse ano não recebemos ajuda direta do clube, mas já tivemos  muitos benefícios que o clube nos concedeu e já recebemos ajuda para viagens também.

Notisul - Qual a meta da torcida em 2018 com o Peixe na 1ª divisão do Catarinense e disputando a Série D do Brasileiro?
Jefferson -
Nossa meta sempre foi e sempre será torcer pelo Tubarão onde quer que ele esteja. Queremos aparecer para todo o Brasil como uma torcida apaixonada que gosta de inovar no seu modo de torcer, e isso estamos conseguindo. Somos os pioneiros na cidade em mosaico, outro mosaico que podemos citar é o mosaico dinâmico, com a barbatana andando entre os “mares” azuis. E na Série D a nossa expectativa é fazer o que sempre fizemos, apoiar sempre para lutar por uma subida de divisão, que para a cidade e para nós é muito importante, queremos nos fixar no cenário nacional. Queremos sempre inovar e temos uma equipe que está sempre pensando em grandes ideias para cada jogo ser uma surpresa positiva para todos.

Notisul - A BGT acredita que o clube possa chegar a um patamar de Série A um dia?
Jefferson -
Com certeza, nossa torcida tem uma expectativa gigantesca quanto a isso, porque nós, que muitas vezes convivemos internamente com o clube, sabendo das dificuldades e também dos pontos positivos, temos a confiança de que o trabalho feito é extremamente profissional, em nível de Série A de Brasileiro, hoje no Tubarão contamos com estrutura administrativa de excelência e isso com certeza é de extrema importância para alcançar objetivos maiores no futebol.

Notisul - Quais as principais aliadas da BGT?
Jefferson -
Nossa torcida tem como filosofia não ter aliadas, pensamos que esse tipo de relação às vezes pode gerar alguns problemas extracampo que não é de nosso pensamento, acreditamos que se uma aliada tem problemas com outra torcida, nós automaticamente teríamos também, e não pensamos nisso. O que acreditamos é ser uma torcida que sempre receba bem todas as torcidas que vierem aqui. Rivalidade fica dentro de campo e depois seguimos cada um seu caminho. Sobre isso já tiramos muitos resultados positivos, onde em todo o lugar que viajamos não ocorreu nenhum problema. Hoje, somos uma torcida sem problemas com ninguém e também não aliada de ninguém.

Notisul - Quem escreve as letras que a torcida canta e quem cria os mosaicos?
Jefferson -
Nossa torcida tem algumas letras que já são mais antigas e que sempre são cantadas, essas não temos registro de quem fez. Algumas músicas nos reunimos e pensamos em grupo. Essas que estão atualmente sendo sucesso na arquibancada geralmente são escritas pelo Ricieri, ele está nos ajudando muito com grandes letras, sempre há apoio de todo o pessoal nos grupos do WhatsApp, porém, de início as últimas músicas ele joga a ideia e o pessoal ajuda. Os mosaicos são grupos de torcedores da BGT que tem esse cargo, que sempre estão unidos pensando em ideias inovadoras, nesse grupo, o Riceri também está presente, sempre jogando ideias ousadas para pensarmos em usar ou arquivar para outros momentos. Recebemos também as ideias de todas as pessoas, muitos nos mandam sugestões de músicas pelo nosso Facebook e etc., todas as ideias são guardadas e serão lançadas no momento certo.

Notisul - Qual a principal dificuldade da BGT no momento?
Jefferson -
Hoje, nossa principal dificuldade está sendo lidar com diversos tipos de opiniões, nossa torcida antes era menor, a cada dia que o clube cresce nós crescemos juntos, e nossa maior dificuldade é sempre fazer com que diversas opiniões cheguem em um denominador comum e todos saiam felizes. Esse é nosso maior desafio, mas com calma e recrutando pessoas que possam ajudar vamos sempre chegando na excelência!

Notisul - Qual a visão da BGT sobre a rivalidade criada entre as duas torcidas de Tubarão? É possível conviver passificamente e principalmente sem violência?
Jefferson -
Nossa visão é extremamente tranquila em relação ao adversário, a rivalidade vai existir sempre enquanto estivermos jogando contra. A BGT, como uma torcida que preza pela paz, não pode fazer diferente em relação a outra torcida da cidade. É possível conviver passivamente com eles, visto que muitos se conhecem e se cruzam no dia a dia da Cidade Azul, nossa cidade é pequena e muitos se conhecem, há algumas trocas de farpas pela internet, sempre, mas discutindo quem é o melhor, algumas zoeiras, mas nunca partindo para a violência, momento em que se perde a razão de tudo. Vivemos em uma cidade que sempre foi carente de um bom futebol, e hoje estamos vendo e vivendo isso, não podemos deixar que essa emoção, essa alegria se perca com qualquer ato impróprio. Precisamos nos preocupar em torcer, lotar o estádio, cantar, vibrar e apoiar sempre, porque a torcida faz muita diferença também, e pode contribuir muito para o crescimento do clube. E é isso que vamos fazer, lutar sempre pelo nosso time, lutar pelo Tubarão, time que amamos e que vivemos pensando todo dia, como será o próximo jogo, o próximo campeonato e o próximo ano.


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