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Direto da Terra - Marcio Fonseca de Carvalho

Drones no campo

Publicado em 20/04/2018 00h11

Bom dia! O que começou como uma diversão virou instrumento de trabalho. Timidamente aparecia um mini-helicóptero aqui e ali, logo câmeras foram incorporadas para se fazer filmagens e fotos aéreas. De repente, viu-se que as possibilidades eram muitas. Estamos falando dos drones ou VANTs (veículos aéreos não tripulados), que passaram de brinquedos para o lado comercial.

Na área agrícola, os drones começaram a ser utilizados para visualização de plantações e lavouras. Por exemplo, um grande florestamento de pinus ou eucalipto pode ser rapidamente sobrevoado e filmado, para que se tenha uma percepção dos estágios de desenvolvimento das árvores, possíveis doenças foliares que são difíceis de serem vistas de baixo, e até mesmo para contagem de árvores por área (densidade). Com câmeras mais avançadas e filtros de cores, descobriu-se que era possível fazer reconhecimento de doenças e deficiência minerais em lavouras de plantas anuais, como milho, soja e arroz. Após um sobrevoo e filmagem com esses filtros, o proprietário pode saber se em alguma parte da sua lavoura está ocorrendo algum desses problemas e tentar fazer a correção. Dessa forma se começa a ter maior precisão na condução da lavoura. Uma gleba com deficiência em algum tipo de mineral pode ser corrigida pontualmente, elevando sua produtividade.
Alguns experimentos foram feitos para se espalhar defensivos com drones. É algo interessante, porém a carga que esses veículos conseguem transportar ainda é pequena, além de sofrerem maior influência do vento.

Agora, uma das possibilidades que mais está evoluindo na utilização de drones é na topografia. Equipado com câmeras de altíssima resolução, GPS e dispositivos para equilibrar o efeito do vento já é possível fazer levantamento planimétrico (medida de áreas) e altimétrico (medida de curvas de nível), sendo esta técnica chamada de aerofotogrametria. Basicamente o profissional faz um plano de voo onde o drone irá fotografar todo o terreno em várias fotos. Essas fotos são processadas em um software onde será possível verificar com muita precisão os limites do terreno (desde que edificadas com cercas, muros, valos, etc.) e a diferença de altitude de cada ponto. Ponto no meio do mato ainda tem que ser feito com equipamentos tradicionais, como estação total ou GPS topográficos. Mas já representa um avanço muito grande, pois dá celeridade a diversos projetos.
Seja como diversão, seja como objeto de trabalho, a utilização de drones tem que ser feita com muito cuidado, inclusive licenças devem ser tiradas. O risco de machucar uma pessoa é grande quando utilizado em centros urbanos. Além disso, temos aeroportos aqui na região, o que aumento ainda mais a responsabilidade de quem o está manuseando. Abraços.


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