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Direto da Terra - Marcio Fonseca de Carvalho

A força que vem do interior - parte 2

Publicado em 05/03/2018 00h53

Bom dia! Nossa última conversa girou em torno de exemplos de empresas e empresários que transformaram oportunidades em bons negócios no interior de nossas regiões. Apesar de não estarem no centro da urbanização, ao longo de rodovias que conectam o Norte e o Sul do país, essas empresas mantêm-se firme e crescem devido, principalmente, aos bons produtos que oferecem. Hoje, gostaria de falar um pouco das dificuldades que esses empreendedores sofrem.

Primeiro lembramos os acessos. Como estamos falando de interior, em geral as estradas que nos levam a essas empresas são de terra. E as condições dessas vias nem sempre são as mais adequadas. Para chegar ao laticínio Encosta da Serra, por exemplo, fui de caminhonete 4 x 4 e, mesmo assim, em alguns pontos não foi fácil. Agora imagine um caminhão cheio de leite ou mesmo saindo de lá com produtos.

Estradas ruins aumentam os custos de produção das empresas, e as prefeituras deveriam olhar melhor para isso. Alguém que queira empreender no Caruru, por exemplo, vai sofrer com o acesso. Arrumar as ruas do centro da cidade é importante, mas as estradas do interior também são tão ou mais importantes de se manter em ótimas condições de tráfego. O serviço de inspeção é outro ponto que me intriga nessa área. No Brasil temos três, o SIM (municipal), o SIE (estadual) e o SIF (federal). Um produto com o SIM só pode ser vendido em sua cidade de origem. Para mim, isso significa que o processo de fabricação não é higiênico o bastante para ser vendido no município vizinho. Estranho, não? Quer dizer, eu posso ir até Grão-Pará e comprar um iogurte, mas o mesmo iogurte não pode ser vendido em Jaguaruna. O grande problema é que para você passar de um SIM para um SIE, o investimento é muito alto. Rever essas exigências, que só crescem a cada dia, para exigir apenas o logicamente necessário, seria uma grande ajuda para o nascimento e expansão dessas empresas.

Por último, e não menos importante, é não vê-los como bandidos. Sim, é esse o sentimento que muitos têm ao ser repreendido pelos órgãos fiscalizadores Fatma, Ibama, Vigilância Sanitária, todos têm suas funções (que são muito importantes) e devem fiscalizar para ver se a legislação está sendo cumprida. Porém, a forma como muitas vezes tratam esses empresários nos dá a impressão de ser um filme de “mocinhos e bandidos”. Mostrar os erros é crucial, mas o modo de ação é que pode ser mais humano.


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