sábado, 20 de outubro de 2018
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Contexto - Matheus Madeira

Os reflexos do apoio de Merisio a Bolsonaro

Publicado em 02/10/2018 00h10

Serão necessários mais alguns dias para avaliar a arriscada jogada de Gelson Merisio (PSD) de romper com sua palavra aos partidos aliados e anunciar apoio na disputa presidencial antes do fim do primeiro turno - a pesquisa Ibope que será divulgada na sexta-feira pode ser um termômetro de última hora. O Podemos foi o primeiro a tomar uma medida enérgica, rompendo com a sua candidatura por ter candidato diverso a presidente, o senador paranaense Álvaro Dias. Partidos como PCdoB e PDT evidentemente também têm problemas imensos para administrar, mas não devem anunciar rompimento antes do primeiro turno para preservar suas candidaturas proporcionais, que buscam cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Em outro sentido, o ato teve clara sinalização de oportunismo relatada na nota oficial do candidato do PSL, Comandante Moisés. Todas as pesquisas apontam que Bolsonaro tem maioria em Santa Catarina e que há um contingente imenso de indecisos na disputa pelo governo. Merisio mirou no público que está nos dois grupos (bolsonaristas que ainda não sabem em quem votar para governador) em um pleito em que três candidatos aparecem nas pesquisas com reais chances de vitória - ou seja, um deles será governador e outro sequer passará ao segundo turno. Terá o aceno aos bolsonaristas surtido efeito para não deixar o ex-presidente da Assembleia Legislativa de fora? Ou as dissidências internas e as acusações de oportunismo farão os prejuízos serem maiores que o lucro?

Posicionamento de Bolsonaro

As adesões de última hora, formais ou informais, estão ocorrendo em diversos Estados. Em São Paulo já não é mais segredo que João Doria (PSDB), que pretendia concorrer à presidência, largou Geraldo Alckmin e trabalha com o presidenciável. Bolsonaro e sua campanha não se posicionaram publicamente sobre o assunto, o que indica que seus representantes mais diretos podem ter participado dos acordos.

Passando por Tubarão
A deputada federal Geovania de Sá (PSDB) concorre à reeleição e passou por Tubarão neste fim de semana, acompanhada pelo vereador Chumbinho. Sua assessoria contabiliza R$ 1,3 milhão para a saúde e a educação da cidade.

A semana do Judiciário

Na última semana do primeiro turno, as principais notícias vêm dos tribunais: Sérgio moro retirou o sigilo de parte da delação de Antônio Palocci; o ministro do STF Ricardo Lewandovski reafirmou a autorização para que a Folha de São Paulo entreviste o ex-presidente Lula, preso na Polícia Federal em Curitiba; e o presidente do STF, Dias Toffoli, acenou para os defensores da ditadura militar ao chamar o golpe de 64 de “movimento”. Estaria mesmo o nosso Judiciário se comportando melhor que a classe política?

Visita à FTC
O candidato a deputado federal Leodegar Tiscoski (PP) visitou os funcionários da ferrovia Tereza Cristina, em Tubarão. A integração modal dos portos com a ferrovia para a consolidação da região Sul como polo logístico foi uma das propostas apresentadas. “Os portos de Imbituba e Laguna precisam agilizar e padronizar os serviços relacionados ao transporte de carga, através da interligação da Ferrovia Tereza Cristina com a malha ferroviária nacional, criando um fluxo alternativo à BR-101, facilitando o escoamento da produção”, opinou.


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