Foto: Divulgação/Notisul
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No próximo domingo, milhões de brasileiros irão às urnas para escolher seus representantes. Sem entrar no mérito partidário ou de ideologia política, pois cada um de nós temos nossas preferências e dificilmente mudaremos de uma hora para outra, e é certo que alguns irão votar em candidatos da esquerda, outros de centro e ainda muitos outros em partidos da direita. Não há nada de errado nisso, desde que esta opção seja genuinamente nossa e em função do que acreditamos, e não porque “fulano” mandou votar nesse ou naquele candidato.

Vocês devem estar se perguntando, mas afinal, o que uma coluna de Educação e Tecnologia tem a ver com política? Na verdade, tem tudo a ver, pois serão estes candidatos de hoje, se eleitos amanhã, que conduzirão as discussões dos temas mais importantes para a sociedade brasileira, como os rumos da Educação, da ciência, e até mesmo da abertura ou não do mercado para novas tecnologias que afetarão nossas vidas.

E aqui nem estamos falando da eleição para os cargos majoritários como presidente e governador, mas sim dos nossos futuros deputados estaduais e federais, e senadores.
Para se ter uma ideia, hoje são centenas de projetos voltados à educação que tramitam no Congresso Federal para propor mudanças do ensino fundamental ao ensino médio, os quais abordam desde a forma de financiamento até modificações nos currículos, sem contar aqueles outros “sem pé nem cabeça”.

Neste contexto, há uma crença que o presidente da República possui poder o suficiente para aprovar uma nova lei utilizando um “canetaço”, inclusive as que impactam diretamente na educação de nossos jovens. Porém, isto é uma “meia verdade”, pois o presidente pode sim emitir uma Medida Provisória (MP) que entrará em vigor imediatamente após sua publicação, contudo, se no prazo estipulado pela Constituição Federal a mesma não for apreciada pelo Congresso Federal, trancará a pauta deste, e se mesmo assim não for aprovada e convertida em lei, perderá seu efeito. Ou seja, por mais que o presidente queira e tente, somente com a aprovação do Congresso uma nova lei entrará em vigor, seja do interesse de quem for.

Isto mostra o quanto relevante é o papel dos nossos congressistas. Infelizmente a maioria dos eleitores ainda não parou para refletir em quem irá votar para o poder Legislativo estadual e federal. E o que é pior, muitos de nós iremos votar em “qualquer um” e já na segunda-feira seguinte teremos esquecido em quem confiamos nosso voto.

Por isso, trago a reflexão de que nós é que estamos no poder ao fazer uso deste direito constitucional que é o voto. Assim, o convite é para que nestes últimos dias antes do pleito procuremos saber um pouco mais sobre os candidatos, e, para isso, algumas ferramentas tecnológicas podem nos apoiar.

Lembre-se, o verdadeiro poder está no Congresso Federal, pois além de aprovar leis, podem inclusive tirar presidentes do cargo, como já presenciamos alguns casos nos últimos anos.
Para concluir, um pensamento atribuído a Platão: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.

Conhece seu candidato?
Com o advento e popularização da internet, ficou muito mais fácil acompanhar o dia a dia dos nossos representantes, e também conhecer como são avaliados, segundo alguns critérios.
Um dos portais mais completos no momento é o Ranking dos Políticos, http://www.politicos.org.br/ a partir do qual é possível visualizar os deputados federais e senadores mais bem avaliados em um ranking nacional, e também os piores avaliados, tudo isso filtrando diretamente por Estado. É possível ainda saber qual é a sua pontuação nos critérios de presença nas sessões, uso de privilégios, processos judiciais, qualidade legislativa (votos) entre outros. Além de saber como votou em cada situação, quantas leis de sua autoria foram aprovadas e em quantas foram revisadas.

Outra fonte de informação, ou de desinformação, são as mídias sociais, como o Facebook, YouTube e Instagram. Nelas, você pode conhecer mais sobre seus candidatos, segundo eles mesmos ou o ponto de vista de seus apoiadores. Mas tomem cuidado, pois é muito fácil manipular tanto positivamente quanto negativamente a imagem de uma pessoa. Uma mesma informação pode ser escrita de diferentes formas, a ponto de transformar o mesmo indivíduo em um “super-homem” ou em um vilão. Cuidado com as “Fake News”.

Existem ainda os websites da Câmara e do Senado: www.camara.gov.br e www.senado.gov.br, que são fontes oficiais e confiáveis de informações da atividade legislativa, a partir dos quais é possível ter ciência da ordem do dia em cada Casa, matérias que estão sendo votadas, dentre muitos outros detalhes, além de, certamente, a mais importante: acompanhar como o seu representante está trabalhando em Brasília.

Procure saber como seu candidato votou nas últimas leis que discutiram o Novo Ensino Médio, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), entre outros projetos que impactam na educação de nossos filhos.

Por fim, a eleição não acaba em outubro, devemos continuar a acompanhar e cobrar nossos eleitos durante os próximos quatro anos.