A sala de aula invertida é mais uma das metodologias disponíveis para apoiar o ensino híbrido. Como já abordamos em semanas anteriores, o retorno das aulas presenciais está cada vez mais próximo e provavelmente virá com restrições de ocupação dos espaços físicos.

Como alternativa, já se fala em muitos fóruns da possibilidade de rodízio de alunos. E como fazer para que não haja ainda mais prejuízos aos estudantes? É ai que entra o ensino híbrido e sala de aula invertida.

São muitas as ferramentas disponíveis, mas também muitas são as dúvidas:
• Como fazer?
• E se os alunos não dispõem de internet?
• Como os pais poderão apoiar?
• entre outras tantas

 

Sala de aula invertida

Sala de aula invertida (flipped classroom em inglês) é um modelo de ensino que coloca o aluno como protagonista. Introduzindo-o aos temas e conteúdos antes das aulas presenciais de fato acontecerem. Em síntese, é uma inversão no processo de ensino e aprendizagem que instiga o estudante a buscar e apresentar o conhecimento aprendido mesmo sem a presença de um professor. Ele passa do papel passivo de absorvedor para construtor de conhecimento, sendo exigido dele mais responsabilidade e cumprimento de metas.  O docente por sua vez, ganha uma função de mediador em sala e menos de detentor de conhecimento.

Considerando o cenário eminente de retorno com aulas híbridas, esta metodologia ativa de ensino pode ser uma grande aliada dos docentes e das escolas. Ainda mais, se considerarmos o uso da tecnologia e também de aplicativos educacionais. Os aplicativos para trabalho off-line devem ser usados e abusados. Mas devemos acima tudo lembrar que eles são apenas o meio, e não o fim. Nenhum aplicativo deve ser mais valorizado do que o objetivo final que é a aprendizagem do próprio aluno.

 

Como utilizar uma sala de aula invertida

Antes de mais nada, já está claro que muita coisa mudou nestes últimos 7 meses em que estamos mergulhados na pandemia e isolamento social. Ninguém esperava que fosse acontecer e muito menos estiva completamente pronto para esse momento. E mesmo assim, de uma forma ou outra, todos estão se reinventando e conseguindo superar relativamente bem.

O mesmo deve ser esperado ao implementar uma sala de aula invertida. É muito provável que no início exigirá um esforço hercúleo dos docentes e também escolas. É certo ainda, que no decorrer desta implementação muitos irão errar e aprender com os próprios erros, mas ao final depois de persistirem todos sairão mais fortes. Desta forma, não devemos temer experimentar.

O professor precisará organizar seu plano de aula para que possa aproveitar o máximo os momentos presenciais para tirar dúvidas, interação entre alunos – alunos – docente, discussões e outras atividades que promovam o crescimento do aluno enquanto indivíduo.  Já para os momentos à distância, deverá conduzir o aluno para que ele mesmo busque a leitura e o aprendizado do que antes era repassado em sala de aula. Esse certamente será “o” maior desafio: O engajamento dos alunos. Portanto, esse planejamento de atividades exigirá muito do professor e toda equipe pedagógica.

• O que estudar em casa?
• Como orientar os alunos e suas famílias?
• De que forma estimular os alunos a serem protagonistas?
• Como fazer com que os discentes cumpram metas e sejam responsáveis pelo estudo quando estão a dois cliques da TV?

Para responder essas e outras inquietações, voltaremos a abordar a aplicação da sala de aula invertida. Quais suas principais vantagens e também dicas de como implementá-las.

Se você tem dúvidas, dicas e sugestões, registre aqui nos comentários ou envie um e-mail para fernando@fernandopitt.com.br

Até a próxima semana.

 

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