Na última segunda-feira, 08 de março de 2021, foi aprovado no Senado Federal um projeto de lei que criminaliza o “Stalking”. Agora, perseguir alguém de forma reiterada poderá acarretar em reclusão e multa.

Mas o que é Stalking: é um termo em inglês que se refere a uma forma de violência em que alguém invade a esfera da privacidade de outra pessoa (vítima), empregando diferentes táticas de perseguição, que podem ser tanto físicas quanto digitais (cyberstalking). E geralmente, são acompanhadas de ameaças, práticas de constrangimento público, espera da passagem da vítima por lugares públicos, divulgação de materiais de cunho íntimo, e muito mais.

Essas e muitas outras práticas associadas, visam entre outros propósitos, abalar emocionalmente a vítima e em alguns casos até fisicamente. Em outras palavras, quem pratica essa perseguição busca o controle total do perseguido. A repressão ao stalking busca entre outras coisas, combater também o feminicídio e outros crimes que geralmente são precedidos por esta prática de perseguição.

Cyberstalking

Já o cyberstalking se refere ao ato de perseguir, difamar, constranger, ou até mesmo se passar falsamente pela vítima a fim de criar situações constrangedoras pela mesma. A diferença deste para o “stalking clássico”, é que esse se dá por meios digitais. Geralmente utilizando a internet e aplicativos como meios de perseguição e ataque.

Os stalkers virtuais crescem mais a cada dia. A facilidade de acesso a tecnologia e a falsa sensação de anonimato na rede mundial de computadores, acabam, infelizmente, promovendo o crescimento deste tipo de crime.

Celulares com GPS, aplicativos para compartilhamento de momentos, status e localização, são exemplos de tecnologias que facilitam muito as nossas vidas mas também a destes criminosos. Sem contar é claro, com os softwares maliciosos como os spywares (programas espiões) que podem ser instalados intencionalmente nos aparelhos dos perseguidos.

Acontece que, muitas vezes o agressor nem mesmo precisa se dar o trabalho para de fato buscar informações mais completas, pois elas acabam chegando até ele naturalmente. Pois o próprio “stalkeado” acaba compartilhando toda sua rotina. Onde está. Com quem está. Para onde vai final de semana. O que está comendo e bebendo. E até mesmo, consciente ou não, muitos dados pessoais como endereço, telefone, entre outras informações de foro íntimo.
Como evitar a perseguição online

Como criador de conteúdo, naturalmente será fácil encontrar meu nome em diversos mecanismos de buscas. Mas, mesmo aquelas pessoas que são só usuárias da internet irão se surpreender com a quantidade de informações pessoais suas que irão encontrar no Google, por exemplo.

Mas mesmo assim, algumas atitudes simples podem minimizar um pouco essa superexposição virtual. Confira algumas dicas simples, mas eficazes:
• Não habilite o compartilhamento do seu número de telefone, email e outras informações pessoais pelas redes sociais;
• Se você não é um gerador de conteúdo, procure manter seu Instagram como “privado”;
• Se tiver uma conta “privada”, só aceite como “amigo” pessoas que realmente conheça;
• Mesmo com uma conta privada, selecione seus “melhores amigos” para compartilhar algum status mais íntimo / pessoal;
• Se for compartilhar informações pessoais / familiares, seja mais genérico. Evite mencionar nomes e dados mais específicos;
•  Evite postar em tempo real, ou em alguns casos até mesmo depois, locais onde esteve e com quem esteve;
• Em fóruns ou comunidades abertas, considere entrar utilizando um pseudônimo e não seu nome real;
• Não deixe seu telefone celular solto e desbloqueado, em segundos alguém pode instalar um spyware nele;

 

O que fazer caso desconfie de cyberstalking

Se você desconfiar que está sendo vítima de stalking virtual, busque imediatamente ajuda. Pode ser apenas um admirador secreto, mas, também pode ser psicopata. Se o stalkeador já fez contato, deixe claro que não quer mais ser perturbado. Informe familiares e amigos, e se sentir ameaçado considere procurar com as forças de segurança.

Ao desconfiar que seu telefone o computador foram hackeados, busque assistência especializada. Passe um antivírus ou até mesmo o formate em últimos casos. Altere suas senhas, e reveja as configurações de privacidade nas suas redes sociais e aplicativos que utiliza.

Em casos mais extremos, considere inclusive, fazer uma varredura em sua casa em busca de escutas / câmeras escondidas. Parece coisa de cinema, mas, ao fazer uma simples busca por sites de compra chineses você irá se surpreender com a quantidade de micro câmeras wi-fi comercializadas a preços ínfimos.

E claro, não esqueça que agora tem um lei que visa punir com prisão e multa quem comete este tipo de crime. E para finalizar, engana-se quem acha que só mulheres são vítimas deste abuso. Mulheres, homens, idosos e crianças. Todos de uma forma ou outra estão suscetíveis a isso. Cuidado.

Se preferir, assista este conteúdo em vídeo pelo youtube em: https://youtu.be/M9l-wp0khts

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