Nas últimas semanas os museus entraram em cena tanto na esfera federal quanto municipal, ambos sendo representados em matérias com cunho negativo. O primeiro caso foi o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro na noite de 02 de setembro de 2018, onde as chamas consumiram o acervo da mais antiga instituição científica do Brasil, inaugurado a 200 anos, que ainda, foi residência de um rei e dois imperadores do Brasil.

Setembro reservou também para Tubarão uma tentativa de retirar da cidade uma locomotiva do Museu Ferroviário, porém, este caso até o momento teve um “final feliz” graças a mobilização do poder público, da imprensa e principalmente da sociedade civil. Tratava-se da solicitação de transferência da Locomotiva Baldwin 53 para uma cidade do Rio de Janeiro. Esta máquina é a única restante no Brasil e foi reformada há 10 anos com dinheiro da associação que mantem o museu.

Infelizmente no Brasil estes não são casos isolados, e sim, quase uma regra, pois não há uma dedicação por parte do poder público e também uma valorização por toda a sociedade pela preservação dos nossos museus. Um outro exemplo clássico disso foi a destruição, também por fogo, do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo em 2016. Temos ainda exemplos, em todo o Brasil, de acervos e museus com pouca ou nenhuma manutenção. Aqui na região, por exemplo, temos um grande acervo disponível no Museu de Anita Garibaldi em Laguna, mas quem o visitou recentemente pode perceber que o mesmo tem uma aparência de “abandonado” além do marco de Tordesilhas que está no centro da cidade, também de Laguna, sem nenhum destaque, passando despercebido para a maioria dos turistas. Sem contar ainda, com inúmeros outros fechados para uma manutenção que “nunca acaba”. Para citar todos em condições degradantes, faltariam páginas no jornal.

Por outro lado, para quem já teve oportunidade de viajar para a Europa ou Estados Unidos, deve ter reparado o quanto essas sociedades valorizam a história, não só dos seus países, mas também de todo o mundo. Um exemplo disso é o Museu Britânico de Londres, onde o visitante tem acesso a um imensurável acervo com peças que oriunda dos quatro cantos do planeta e de todas as épocas da civilização humana, e neste caso específico com entrada gratuita. Há muitos outros que são pagos, mas que também valem cada centavo investido para poder visitá-los.

Mas qual a importância dos museus para a educação dos nossos filhos?
Tradicionalmente o ensino das Ciências Humanas, que incluí Geografia e História, é ministrado de forma teórica e com isso muitos alunos acabam criando uma certa apatia pelos conteúdos, pois os mesmos não atraem este aluno para conhecer mais sobre a formação dos continentes, da origem da civilização, das guerras e suas consequências, da arte criada em cada período histórico, dentre muitos outros conhecimentos correlatos.

Porém, um museu possibilita além de conhecer, também reviver algumas destas fases que o ser humano já presenciou. É impossível, por exemplo, não sentir calafrios ao visitar a Exposição sobre o Holocausto no Museu Imperial da Guerra em Londres, ou um frio na espinha ao ouvir depoimentos de familiares das vítimas no Memorial 11 de Setembro em Nova York, ou ainda, sentir uma certa nostalgia ao fazer um passeio de trem entre Tubarão e Laguna.

Por fim, os museus não devem ser vistos como “depósitos de velharias”, e sim, que são santuários que preservam a nossa história e nos permitem olhar para o futuro e evitar velhos erros já cometidos pela humanidade.

Professores e pais, cabe a nós visitar mais museus e valorizar os que ainda estão abertos, aqui mesmo em nossa cidade. Vamos ainda, exigir que nossos governantes permitam que os mesmos busquem meios de financiamentos, tanto públicos quanto privados, que os mantenham “vivos”.

Visite lugares incríveis sem sair da sala de aula

Já pensou em levar seus alunos para visitar a muralha da China e no instante seguinte levá-los para as Pirâmides do Egito ou então para a cidade “perdida” de Machu Picchu no Peru? Isso é possível sem sair da sala de aula apenas com o uso da tecnologia.
Alguns aplicativos que nos permitem a estas viagens incríveis, e todos gratuitos, são:

• Google culture and art
• Google expedition
• Google street view
• Google earth
• Google youtube 360°

Estes funcionam em celulares com sistema operacional Android ou IOS, ou ainda no computador. E com o uso de um óculo de realidade virtual esta imersão pode parecer ainda mais real.