Tradicionalmente nas primeiras edições do ano trazemos aqui para a coluna dicas para curtir as férias. E esse ano vamos fazer o mesmo indicando Isaac Asimov. Ele foi um escritor que dedicou muitos livros para tratar dos temas relacionados aos robôs.

Especialmente no que tange ao desenvolvimento robótico e a interação deles com o ser humano. Entre suas obras mais conhecidas podemos destacar as séries: “Robôs”, “Império Galáctico”, “Trilogia Fundação”, “Extensão da Série Fundação”, entre muitos outros romances e coletâneas de pequenas historias.

Sociedade pensada por Isaac Asimov

Em “Eu Robô”,  um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica publicado em 1950, que também serviu como base para o roteiro do filme, são apresentadas as três leis da robótica.

O livro dividido em contos, começa com uma entrevista com a Dra. Susan Calvin, psicóloga roboticista da U.S. Robots & Mechanical. E segue, com outros textos leves que tratam da evolução destas máquinas, e ainda, como seria a sociedade, religião, e a própria condição humana se a presença deles se tornasse maciça entre nós.

Já em “Caça aos Robôs” ou “As cavernas de aço”, as cidades da terra estão protegidas por cúpulas, e somente os robôs que cultivam as terras externas. Neste cenário o investigador de polícia Elijah Baley e escalado para investigar um crime contra um embaixador dos Mundos Siderais. Uma rede de intrigas de interesses interplanetários, onde o colega de investigação designado para acompanhar Elijah também é um robôs, mas ninguém sabe.

Este romance continua com “O Sol Desvelado”,  onde o mesmo detetive Elijah é escalado para investigar outro assassinato em Solaria, um planeta Sideral com apenas 20 mil habitantes. Porém, em Solaria cada ser humano dispõe de milhares de robôs para desenvolver suas atividades, das mais simples as mais complexas.

Nestes, e nas inúmeras outras publicações de Isaac Asimov, que abordaram o tema da robótica, pode-se notar uma considerável deterioração da espécie humana. Seja por se tornarem escravos/dependentes das máquinas e seus serviços, ou até mesmo pela degradação nas relações humanas.

As três leis da robótica

• 1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.

• 2ª Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que entrem em conflito com a Primeira Lei.

• 3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.
Asimov, para ler e reler

Será que um mundo similar as histórias pensadas por Asimov estão tão distantes assim? Será que as relações humanas continuam inabaladas? Mesmo depois de quase um ano sob o impacto das restrições impostas pela pandemia? Algo a ser pensado e repensado.
E você, se sente bem se relacionando com os robôs que temos hoje? Que ainda são virtuais e presentes em poucos equipamentos? E se eles se tornassem maiores, mais inteligentes e fortes, e fossem apresentados na forma de humanoides?
Se preferir, assista esta coluna em vídeo pelo Youtube em: https://youtu.be/sWdDNIhuDIg

Entre em nosso canal do Telegram e receba informações diárias, inclusive aos finais de semana. Acesse o link e fique por dentro: https://t.me/portalnotisul