Muito me perguntam porque da minha fascinação pela exploração espacial. Já falei aqui na coluna sobre a lua, satélites artificiais, e até viagens interplanetárias e uma possível colonização em Marte.  E hoje, quero trazer trazer como destaque a China que também chegou à lua.

E porque desta fascinação?  A resposta é simples. Este tipo de exploração só é possível com muita tecnologia. E estas tecnologias de uma forma ou outra acabam chegando até nós, “cidadãos comuns”.  Segundo a NASA já são certa de 2.000 tecnologia que hoje fazem parte da vida das pessoas, e que nasceram nos programas espaciais. Termômetro auriculares, comida de bebê, vidros resistentes a arranhões, GPS, espuma viscoelástica, aspirador de pó sem fio. Sem deixar de destacar o avanço nas comunicações via satélite.

 

Chang’e 5

Até essa semana, o grupo de países que haviam chegado à lua se restringia aos Estados Unidos, e a extinta União Soviética. Os Americanos chegaram lá com sondas e com astronautas. A URSS com sondas. E essa semana, foi a vez da China chegar à lua com a sonda Chang’e 5. O nome da missão é em homenagem a deusa chinesa da Lua.

Em 24 de novembro de 2020 a China lançou a missão não tripulada e esta pousou a sonda com sucesso na última terça-feira (1) em solo lunar. O objetivo desta missão é recolher até 2kg de amostras de rocha e poeira e trazê-las de volta para a terra. O veículo espacial que levou a sonda Chang’e 5 pesa 8,2 toneladas e foi lançada da base de Wenchang no sul da China.

O pouso foi em Mons Rümker, um complexo vulcânico em uma região ainda não explorada pelas outras missões. A sonda ficará lá por alguns dias examinando e coletando os materiais, além de fazer medidas por meio de câmeras e sensores, espectrômetros e radares. A última missão similar foi há 44 anos e foi feita pela extinta União Soviética com a Luna 24 e só recolheu 200 gramas na época.

Entre os principais avanços científicos com a missão, esperam desvendar a história geológica da Lua, visto que as missões anteriores trouxeram amostras com mais ou menos três bilhões de anos, enquanto essa missão chinesa deve trazer amostras com não mais do que 1,2 a 1,3 bilhões de idade. A comparação dessas pode permitir os cientistas “calibrarem” melhor o cronometro utilizado para entender o “envelhecimento do sistema solar”.

Espero que esta missão seja exitosa e nos ajude a entender melhor o universo e seu envelhecimento, e acima de tudo, novas tecnologias possam vir a fazer parte de nossas vidas a partir dessa “nova corrida espacial”.

E você o que acha disso? Concorda com os bilhões de dólares investidos nestas pesquisas?