Há algumas semanas aqui neste mesmo espaço anunciei a chegada dos novos rastreadores da Apple. O AirTag. E com o propósito de conhecer e testar o dispositivo, consegui adquirir um logo nos primeiros dias da venda oficial aqui no Brasil. E assim, há mais de um mês venho testando para avaliar se vale o investimento.

Sim, um investimento. Pois enquanto lá nos EUA um AirTag é comercializado por US$29, aqui no Brasil na loja oficial da Apple é vendido a R$369. Em uma conversão direta, é mais do que R$12 para US$1.

Muito disso em decorrência do valor dos impostos que incidem sobre o produto, além de taxas, fretes, e outros acrescimentos que não sabemos.  Isso sem contar com o valor dos acessórios que podem ser ainda mais caros do que o próprio rastreador.

 

Mas então, sua aplicação justifica esse valor?

Sim e Não. Depende. Confuso né. Pois é. É que mesmo com o valor absurdamente caro aqui no Brasil, para algumas aplicações é muito útil. Já para outras, não. Pois é super fácil desativá-lo.

 

Prós do AirTag 

Para quem tem um iPhone 11 ou superior, ele de fato oferece um rastreamento muito preciso. Inclusive indicando a direção e distância do objeto perdido quando no alcance do Bluetooth. Então se você é uma pessoa que costuma perder com muita facilidade suas chaves e carteira em casa, ele mais do que compensa.

Para o rastreamento de outros objetos como mochilas com computador, malas durante as viagens, bicicleta e até carros, também é uma outra aplicação viável. Pois com ele é possível saber com uma certa exatidão onde se encontra o bem rastreado. Mesmo que fora do alcance do iPhone do proprietário.

Nos meus testes não foi possível rastrear em “tempo real” o deslocamento do AirTag. Mas mesmo assim, foi possível identificar com uma boa precisão onde se encontrava. Mesmo que essa atualização ocorresse só de tempos em tempos.

Outro ponto positivo do Apple AirTag é a identificação do seu “dono”. Pois, se tiver com o “Modo Perdido” ativado, ao lê-lo em qualquer celular com a tecnologia NFC irá aparecer na tela deste aparelho as seguintes informações: Número de série e telefone para contato. Mas também, informações para desativá-lo.

 

Pontos desfavoráveis do AirTag

Ao fazer o pareamento de um novo Apple AirTag com seu iPhone, ele sugere o rastreamento de itens como: Mochila; Jaqueta; Guarda-Chuva, Fone de ouvido, entre outros. Se a conversão direta fosse de 1 para 1, então talvez até justificasse rastrear um guarda-chuva. Mas por quase R$800, se considerar o AirTag mais o assessório, acredito que não.

E além do que, a sua desativação é muito rápida e fácil. Assim, é necessário contar com a honestidade de quem encontrou o item a fim de comunicar ter o encontrado. Inclusive ao fazer a leitura do mesmo por outro parelho com tecnologia NFC, ele exibe a seguinte mensagem: “… Caso este AirTag não for familiar, saiba como desativá-lo e parar de compartilhar sua localização.”

Outro ponto negativo ainda, é que a Apple já anunciou duas atualizações que farão ele emitir um “bip” caso fique mais de 24h sem se comunicar com o “seu dono”. Ou seja, além de ser fácil desativá-lo, após este período também será fácil identificá-lo. Então, caso sua mala, por exemplo, seja furtada, o rastreador poderá ser identifica e desativado.

 

Considerações finais

Eu adquiri apenas um Apple AirTag e sem acessórios com o propósito de testá-lo. E depois de mais de um mês de uso considero a possiblidade de comprar mais um ou dois no futuro, mas com propósitos muito específicos. Seja para rastrear malas de viagem, mochila com computador ou até mesmo para deixá-lo “jogado” no carro. Mas considerando o valor do mesmo, não vejo vantagens para fazer o uso em itens de baixo valor agregado.

Se preferir, assista este conteúdo em vídeo diretamente no YouTube em: https://youtu.be/ajxJLsN2bZo