Você, mulher, olhe para os lados. As mulheres estão cada vez mais sobrecarregadas e exaustas. Humor e libido estão no fundo do poço. Ao contrário, ansiedade, estresse e depressão já estão no limite. Ninguém aguenta mais!

Em uma rotina maluca, tentam dar conta da profissão, filhos, relacionamento amoroso, redes sociais e cuidado consigo mesmas. Se cobram para serem perfeitas mesmo sabendo que isso é uma utopia, um conceito que inventaram que mulheres tem que “dar conta de tudo” e ainda estarem apresentáveis de acordo com os padrões de beleza impostos por uma sociedade doente.

Equilibrar todas as demandas não é tarefa fácil e, por isso, sintomas e doenças estão cada vez mais frequentes, como endometriose, síndrome dos ovários policísticos, cólicas menstruais fortes, insônia e infertilidade sem causa aparente.

Em minha prática em consultório com mulheres de diferentes idades, que viveram uma educação distinta e possuem comportamentos e personalidades únicos, aprendi algumas coisas.

Mulheres, é normal viver em uma montanha-russa de emoções todos os meses (a mulher é várias em uma só e, nem por isso, deixa de ser quem é em essência); é normal se sentir cansada e estressada às vezes; é normal renunciar à maquiagem vários dias da semana; normal querer fugir de casa por alguns dias e, ao mesmo tempo, se sentir culpada só em pensar nessa possibilidade. O que não é normal é sentir dores durante o período ovulatório ou pré-menstrual; ter candidíase de repetição; comer açúcar todas as noites; aceitar uma relação sexual mesmo sem vontade; chorar no banho para não mostrar fraqueza.

Aceitar a si mesma com toda sua confusão e “maravilhosidade” é o básico para você ser feliz e saudável.

Não se cobre tanto. Aprenda a descansar. Se observe para saber em qual fase do mês você está. Saiba que anticoncepcional não é a cura para tudo e, muito menos, liberdade. Não ter vontade de sexo não é o fim do mundo. E ter vontade não é pecado. Você não precisa ser perfeita. Você só precisa ser feliz!

E como fazer dar certo? Comece por aceitar suas vulnerabilidades e pontos fortes.

Você, mulher, olhe para os lados. Estenda a mão. Ofereça um abraço. Pratique o não julgamento – o mundo já está cheio de opinião, seja a pessoa que acolhe. Acolha outras mulheres. Não seja mais uma a cobrar. De cobrança, elas já estão cheias (vivem cobrando a si mesmas). É de carinho que elas(nós) precisam(os).