A nossa saúde mental nunca esteve tão afetada como nos dias atuais. Se antes da epidemia, o Brasil era um dos líderes mundiais em números de transtornos mentais como a ansiedade e depressão, com as características da Epidemia, a situação é muito mais preocupante.

O número expressivo de doentes e mortes, o isolamento social e os altos prejuízos econômicos são um alto risco para a saúde mental. Com isso, podem surgir diversos transtornos mentais durante e após a epidemia como, episódios depressivos, reações ao estresse agudo, aumento de comportamentos violentos, consumo excessivo de álcool e outras substâncias, luto patológico, depressão, transtornos de ansiedade, medo generalizado, transtornos de adaptação e estresse pós-traumático.

Estes transtornos mentais surgem quando o mecanismo de enfrentamento é insuficiente e ocorre uma incapacidade de adaptar-se. O profissional de saúde mental, como naturólogo, psicólogo e psiquiatra, avaliará se as manifestações são uma resposta compreensível e transitória da experiência traumática, ou indicadores que estão passando para uma condição patológica.

Os critérios utilizados para determinar se uma reação emocional considerada esperada, está se tornando sintomática e precisará ser encaminhada para tratamento são: sintomas persistentes; sofrimento intenso; complicações associadas (por exemplo, conduta suicida); comprometimento significativo do funcionamento social e cotidiano; e dificuldades profundas na vida familiar, social ou no trabalho;

Uma das principais formas para prevenir esses transtornos mentais são as atividades diárias de autocuidado. O princípio fundamental do autocuidado é que nós somos o centro de qualquer mudança na nossa vida e na nossa saúde. Nós somos, a pessoa que mais conhece nossa própria situação, sabemos o que precisamos para se sentir bem, o que nos ajuda ou atrapalha nos processos de mudanças.

Um fator determinante para despertar atividades de autocuidado é a motivação e a informação. Com isso, pretendo elencar algumas estratégias que possam favorecer o equilíbrio emocional e mental.

– Proporcionar atividades de lazer;
– Procurar escutar músicas do gosto musical;
– Apreciar a arte, como por meio das pinturas ou desenhos;
– Assistir um bom filme, documentário ou seriado;
– Ler um bom livro;
– Praticar meditação e técnicas de respiração;
– Cultivar a gratidão;
– Banho quente nos pés (escalda-pés) à noite;
– Técnicas de automassagem;
– Tomar chás relaxantes, como Melissa, Capim Limão ou Camomila.

Fontes: Organização Pan-Americana de Saúde, Ministério da Saúde e Fundação Oswaldo Cruz.