Durante uma pandemia, frequentemente estamos em estado de alerta, preocupados, com pensamentos confusos, estressados, tristes, angustiados ou com uma sensação de falta de controle frente às incertezas. A forma como vamos lidar com esta situação depende da nossa capacidade de gerenciar nossa saúde mental, como as nossas emoções, sentimentos e pensamentos.

Estudos realizados em populações submetidas a uma ameaça que gera medo ou terror identificaram que mais de 80% dos indivíduos, em circunstâncias de clara proximidade ao perigo, apresentam sintomas de medo ou pânico. Outros estudos estimam que entre um terço e metade da população exposta a uma epidemia pode vir a sofrer algum transtorno mental, caso não seja feita nenhuma intervenção para as reações e sintomas manifestados. No entanto, é importante destacar que nem todos os problemas mentais e sociais apresentados poderão ser qualificados como doenças. A maioria será classificada como reações normais diante de uma situação anormal.

Os fatores que influenciam este impacto na saúde mental estão relacionados a magnitude da epidemia e o grau de vulnerabilidade em que a pessoa se encontra no momento. Considera-se alguns grupos de risco como crianças, idosos, profissionais de saúde, além de nível socioeconômico. Os efeitos são mais marcados nas populações que possuem poucos recursos e acesso limitado aos serviços sociais e de saúde.

 

As reações mais frequentes incluem:

1 – Medo de morrer e adoecer, perder as pessoas mais próximas, perder os meios de subsistência como ser demitido, ser separado de familiares e cuidadores devido a quarentena, não receber suporte financeiro, dentre outros.
2 – Impotência perante os acontecimentos;
3 – Tristeza decorrente das perdas
4 – Irritabilidade
5 – Angústia
6 – Sentimentos de desamparado, tédio ou solidão.
Entre as reações comportamentais mais comuns estão alterações no apetite, distúrbios do sono, conflitos interpessoais e casos de violência.

 

A seguir citamos recomendações gerais para melhorar a saúde mental:

– Estabelecer rotinas e ritmos diários nas tarefas de casa, do trabalho e dos estudos;
– Realizar atividades físicas;
– Procurar atividades de relaxamento, como ler um livro, assistir filmes, documentários ou seriados;
– Buscar contato com a natureza;
– Descansar e dormir o suficiente;
– Alimentar de uma forma mais natural e saudável (preferir uma alimentação orgânica, integral, adequada e loco regional), evitando alimentos processados e ultraprocessados;
– Não tentar diminuir o sofrimento com o uso de álcool e outras substâncias;
– Buscar companhias e falar com outras pessoas;
– Participar de atividades familiares e sociais no âmbito virtual;
– Realizar atividades de autoconhecimento, como meditação, diários para expor pensamentos e sentimentos;

Caso as estratégias recomendadas não estejam suficientes para manter o equilíbrio emocional e mental, busque auxílio de um profissional de Saúde Mental, como naturólogos, psicólogos ou psiquiatras para receber cuidado especializado com orientações específicas e tratamentos.

 

Fontes: Organização Pan-Americana de Saúde, Ministério da Saúde e Fundação Oswaldo Cruz.