Quem tem um gato em casa sabe direitinho todos os passos dele e sabe que ele vai separar aqueles longos períodos para o ritual da lambeção por todo o corpo. É um contorcionismo só para alcançar todos os lugarzinhos do corpo e isso tem uma intenção nobre: ficar limpo. Não é segredo para ninguém que os felinos fazem parte do time de animais mega-higiênicos. Esse hábito da lambedura tem uma finalidade importante, mas também possui efeitos colaterais que são as bolas de pelo.

As bolas de pelo são comuns em gatos. Com as sessões de limpeza do corpo, alguns pelos ficam presos na língua e são engolidos. Como o organismo não é capaz de digerir, eles precisam ser expelidos de alguma forma – o mais comum é que seja pelo vômito, mas também pode ocorrer por meio das fezes. Quando essa situação se dá eventualmente e o felino não apresenta nenhum outro sintoma, como alteração do apetite, significa que está tudo normal.

“O problema é quando o animal não consegue eliminar as bolas de pelo e elas acabam se acumulando no sistema digestivo. Com o tempo esse acúmulo pode desencadear uma obstrução intestinal, que em alguns caso só pode ser resolvida com uma intervenção cirúrgica”, explica o médico veterinário dos Snacks CatLicious e gerente técnico nacional da Total Alimentos, Marcello Machado.

Segundo Machado, esse quadro é mais frequente em animais de pelo médio e longo, mas nenhum gato está livre – por isso, o melhor que se tem a fazer é tomar todos os cuidados necessários para evitar a formação dessas bolas.

Como evitá-las:
Um dos principais protagonistas no combate às bolas de pelo é a alimentação do gato. “Dê preferência a rações fabricadas com proteína de fontes nobres, que proporcionem melhor aproveitamento dos nutrientes e sejam enriquecidas com compostos que atuem na eliminação das bolas de pelo”, pontua o médico veterinário.

Pistas para descobrir a idade do gato

Você adotou ou por algum outro motivo está com um gato em casa e não sabe a idade dele? Confira as dicas do médico veterinário do Max em Ação e gerente técnico nacional da Total Alimentos, Marcello Machado:

Coto umbilical. “Se o gatinho ainda tiver o coto umbilical*, significa que o animal tem até três dias de vida, pois, depois deste período, esse pedacinho do cordão umbilical cai naturalmente”, explica o veterinário. Se o felino for bem pequeno, couber facilmente na palma da sua mão, tiver dificuldade para abrir olhos e estiver com as orelhas fechadas, ele deve ter apenas algumas semanas.

*O que sobra do cordão umbilical quando a mãe o corta.
Abrindo os olhos. “Quando nascem, os gatos demoram de dez a 15 dias para abrir os olhos pela primeira vez.  Se ele já abriu, mas os deixa fechado na maior parte do tempo, pode ser que o gatinho já tenha  três semanas.”

Cor dos olhos. Quando nascem, os olhos de todos os gatos são azuis, sem exceção. “Se o tutor notar que a cor está mudando ao longo do tempo, poder ser que o felino esteja com seis ou sete semanas de vida, mas, é claro, essa dica  não vale para os que continuarem com os olhos azuis.”

Pelos.
“O pelo diz muito sobre o seu gato, principalmente nos primeiros cinco meses, pois é quando eles têm um manto interno felpudo que os protege do frio. Conforme os animais envelhecem, o brilho do pelo já não é o mesmo, isso deve ocorrer por volta dos seis anos do felino. Depois dos 13 anos, muito provavelmente o bichano já apresentará fios brancos no focinho.”

Dentes. “Os dentes dos filhotes começam a nascer na segunda semana de vida. A expectativa é de que todos nasçam até a sétima semana. No sétimo mês, os primeiros dentes caem e são trocados pelos permanentes.”

Além disso, a coloração dos dentes também ajuda aproximar a idade do animal: os primeiros dentes são muito brancos, como um grão de arroz. Os permanentes também, mas, a partir dos dois anos, começam a amarelar.

Se perceber que os dentes traseiros estão mais amarelados e os demais ainda brancos, o gato pode ter entre três e cinco anos.

Com o passar do tempo, os dentes também sofrem desgaste natural, que podem indicar que o gato está com mais de seis anos.

Dica
Se você puder colocar água e ração a um cão de rua, faça. É uma iniciativa que infelizmente poucos têm, mas que salva a vidinha destes anjos de quatro patas. Nos dias mais frios, as Ongs precisam de doações de caminhas, casinhas, cobertores e ração, pois nossos peludos também sentem sede e fome. Acolher quem necessita é um ato de amor. Vamos fazer uma corrente do bem e ajudar estes seres que transformam nossas vidas.

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