“Essa caixa continha todas as desgraças do mundo: a guerra, a discórdia, o ódio, a inveja, as doenças do corpo e da alma, como também a esperança.”

Tenho medo de olhar para cima, para fora da janela, de dizer o que penso e de errar, de fazer sexo, de pecar, de amar e  há também, um medo muito maior, o de olhar para dentro, onde começa a fuga desesperada pelo que possa me levar o mais longe possível da dor que ainda sinto. Abatido em pleno voo, em queda livre, sem perceber a armadilha que me encontro,  que quanto  maior o medo, maior  é o domínio do instinto.

Isso tudo é apenas o passado se repetindo. Só há futuro, quando eu intuo, porque todo instinto está ligado ao passado e toda intuição, ao futuro. Então, a escolha é simples, entre o meu trauma e o romper com o limite estabelecido.

O DDI do Brasil, por ex, é 55, um número de muita mudança, porém uma pequena distorção na informação, altera nossa percepção da realidade e o tempo muda, depois muda de novo, para voltar ao que era antes, numa versão piorada, mas que agora não dá mais.

Claro, que ainda somos um país inteirinho acossado pelo medo, o nome disso todo mundo sabe qual é, mas…

A lógica de tamanha fúria contra todo e qualquer direito, a verdadeira personificação do mal, que sai de mim em direção ao outro. Isto tem causa, nome e até sobrenome, mas também tem que ter um fim.

A “necropsicose” meticulosamente sendo executada, não se sabe se é morte de fato, ou é apenas virtual.

Como sociedade, estamos diante desse desafio brutal, de projetar no outro  todo mal que sai de mim, e/ou o bem comum como única forma segura de sobrevivência.

A mesma terra que nos deu um C. Xavier, também nos deu sua antítese, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Faltou-nos o filtro para aprender com os erros do próprio passado.

E assim, repetidamente, acabamos jogados à mercê dos mesmos algozes de sempre, sem compreender o real significado de corpos sendo esquartejados e queimados.

Joaquim José da Silva Xavier, “Tiradentes”, foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi esquartejado, seus restos foram salgados e sua cabeça erguida em um poste em Vila Rica, MG.

No passado ou no agora, em Minas ou na Amazônia, salgar os restos, na liturgia, é o mesmo que incinerar, serve para banir a alma para sempre de qualquer lugar, é negar a existência de alguém, que só por estar ali, afronta. Seja uma etnia, uma alma ou um povo.

Ficamos presos num buraco negro onde a luz não entra e o tempo não passa, marcando com corpos queimados o limite da cerca…

De tempos em tempos também surgem, Joaquins Silvérios, com suas “delações premiadas”, sem que nos demos conta de que tudo isso é premeditado.

A cada dia que se passa sob o bordão do ódio, colocam-se em lados opostos os que partilham da mesma mesa de refeição. Isto sim se chamaria de  uma autêntica obra do mal.

Tudo milimetricamente executado, o crime e o mandante, o passe ensaiado.

“Me belisca com força e talvez eu acorde…”

No céu da semana, além da entrada do Sol em Câncer, Plutão, o transformador, flerta com Vênus, o planeta do amor, e surgem sérios questionamentos sobre a nossa sexualidade que carece de maior respeito  aos corpos dos outros.

Lua e Netuno aprofundam nosso interesse pela expansão da consciência e da espiritualidade. O fato de estarem em mau aspecto com o Sol, indicam que podemos viver situações limites envolvendo assuntos religiosos e de crenças moralistas arraigadas. Outro aspecto a ser levado em conta é o sextil que permanece por mais de uma semana entre Mercúrio e Júpiter. Nossa capacidade de informação e conhecimento tende a ser ampliada, há também o risco de que novos e estarrecedores escândalos atinjam  fortemente  a figuras públicas, inclusive do lado do  judiciário. Porém, no fundo,  o futuro é praticamente imprevisível para quem não tem informação suficiente, por mais que os astros favoreçam.

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Luiz Henrique Astrólogo

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Tarô; Mapa Astral; Constelação Arquetípica;

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