É, para muitas pessoas, o único investimento conhecido para fins de aposentadoria, mas existem zilhões de outros.

 A previdência privada é um produto financeiro em que você contrata um gestor para compor sua carteira de investimento, e esse gestor vai acompanhando a oscilação de preços do mercado, vai comprando e vendendo títulos, buscando rentabilidade e administrando risco. (Vamos imaginar que o gestor é competente né, o que nem sempre é verdade).

Há dois tipos de planos e dois modelos de tributação: Tipo PGBL – é um tipo indicado para quem faz declaração do imposto de renda pelo modelo completo, porque ele permite deduzir até 12% da base tributável.

Importante: quando você for sacar, vai ter aplicação de IR sobre o valor resgatado, não só sobre o que rendeu! Ou seja, não paga imposto de renda agora para pagar quando saca.
Tipo VGBL – não tem esse benefício da postergação do imposto de renda; No resgate você paga imposto de renda, mas é sobre o rendimento apenas. Em caso de morte, a bufunfa passa para os dependentes sem precisar de inventário (isso justifica muitas vezes idosos fazerem esse tipo de investimento. É para fins de planejamento sucessório).

Modelos de tributação
1) Regressivo: nesse modelo é considerado o tempo da aplicação, quanto mais tempo deixar, menor vai ser o imposto. Ex: abaixo de dois anos paga-se 35%, acima de dez anos paga-se 10%. Normalmente esse modelo é vendido como “o melhor”, na verdade ele começa a ficar bom só depois de oito anos (8 a 10 anos alíquota de 15%).

2) No progressivo, paga o IR com base no valor que foi sacado, conforme tabela do IRPF. A pessoa que contrata o plano paga taxas, duas para ser mais exata:

Taxa de adm: paga-se um percentual sobre o valor do investimento ao gestor. Paga-se independente do resultado. Normalmente a quitação é anual.

Taxa de carregamento: incide na aplicação (em cada aplicação). Ex: aplica R$ 100, R$ 5 é “comido” pela taxa de carregamento e R$ 95 são realmente aplicados. Há alguns planos que não cobram essa taxa – porque não faz muito sentido mesmo – porém, antes de contratar, sempre cheque se o plano é bom ou não.

Pergunta que não quer calar: vale a pena? Resposta de sempre: depende. Se você é do tipo de pessoa que gosta de comodismo e não quer ficar acompanhando seus investimentos, pode ser uma boa opção. Se você tiver pouca de disciplina na hora de poupar e pensar no futuro, pode ser uma boa opção. Desde que tenha uma boa rentabilidade, sempre a verifique. Em uma “googlelada de leve” que dei já achei vários planos de bancos grandes pagando menos que a Selic, ou seja… uma bosta!

Outra observação MUITO IMPORTANTE: jamais confie nos simuladores que os bancos colocam na internet, na verdade não confie em nenhuma simulação de aposentadoria que te apresentarem que não considere o efeito inflacionário embutido no cálculo.

Esse assunto é um tanto extenso, então vou falar mais sobre ele no vídeo da semana. Falarei mais sobre valores e sobre as pegadinhas dos simuladores, que os vendedores de plano de previdência não te contam. Não deixe de assistir.

facebook.com/juroquedacerto
youtube: juro que da certo
instagram: Camila Scussel