Caprichei no título heim?! Aposto que você está lendo só por conta dele.

Desde que comecei a falar publicamente no tema inteligência financeira, várias pessoas têm vindo me fazer a célebre pergunta: “como eu faço para ficar rico(a)?” eu sempre questiono: “para quando você quer?” e, a depender de quantas semanas, elaboro um planejamento seguro e certo.. Estou brincando, claro.

Se te decepciono, sinto muito. Enriquecer é um processo demorado e tedioso, porém, desistir e continuar na mesmice sem dar rumo estratégico para sua vida financeira é tornar-te escravo do seu emprego e eternamente sem liberdade financeira.

A maior parte das pessoas não tem planejamento financeiro, esse é o maior dos problemas. O tão comum “vai recebendo e vai gastando”, faz sempre com que “sobre mês no final do salário” sem com o que a pessoa saiba nem o que fez do dinheiro.

Sempre que falo nesse assunto, tem quem revire os olhos achando que vou sugerir encher um porquinho de moedas, ou passar por privações absurdas até atingir sei lá quantos reais.
Adotar um planejamento financeiro não tem nada a ver com “latir para economizar cachorros”. O planejamento existe para você alcançar aquilo que pretende. Se o que almeja é acumular patrimônio de x reais antes de completar 40 anos de idade, sem deixar de viajar uma vez por ano e conhecer um restaurante diferente por mês, ok, planeje isso. Se chegou à conclusão que é impossível, reavalie se não está superestimando seus sonhos ou seu padrão de qualidade de vida (ou ambos).

Outro grande problema que impede a maioria das pessoas em progredir financeiramente é a baixa percepção financeira. As pessoas tendem a desconsiderar pequenos gastos, o famoso “é só 10 reais, é só 20 reais”, sem pensar no quanto aquilo significa no fim de um tempo maior.

Estou falando em gastos que não foram definidos como importante, que apenas estão sendo executados “porque sempre foi assim” e porque o valor parece pouco. Fazendo dessa forma, num prazo de apenas cinco anos, fuma-se um carro e deixa-se de reformar a casa por comer na rua em vez de levar marmita de casa. (Na próxima quarta-feira, gravarei um vídeo com mais exemplos de quanto representam, depois de alguns anos, os gastos pequenos que desprezamos).

Tudo na vida consiste em fazer escolhas. Você não deve trabalhar igual um camelo sem usufruir de nada pensando exclusivamente em acumular patrimônio. Isso deixa de ser inteligência financeira, passa a ser uma escravidão. Qualidade de vida precisa ser mantida. Ok, há momentos críticos que é prudente abrirmos mão dela temporariamente, por exemplo, quando estamos endividados, sem reservas, sem rendimentos, etc., mas fora dessas situações pontuais, é necessário haver um equilíbrio. Poupar e investir é correto, tal como é correto usufruir do dinheiro ganho com o suor do seu trabalho com coisas prazerosas e motivacionais para você. A qualidade de vida é o motor do seu planejamento. É por ela que você faz jornada dupla, aceita promoções no trabalho, estuda para ter um trabalho mais bem remunerado, etc..

Ocorre que muita gente não consegue ter esse equilíbrio entre poupar e gastar porque não consegue fazer escolhas. Querem tudo. Acabam gastando tudo e nada satisfaz, pois fica banal, logo o que comprou parece pouco interessante e quer mais. Falta a definição do que realmente é importante, se com um pouco mais consigo o mesmo e menos em impressionar os outros. Ou seja, faltam objetivos. Definir o que quer e por que quer é ter propósitos de vida.
E você? Já pensou em que escolhas deve fazer para ficar mais próximo do seu propósito? Conte-me nas redes sociais: YouTube: juro que dá certo / Facebook.com/juroquedacerto / Instagram: camilascussel.